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Portas mantém diplomacia económica

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AICEP volta à tutela do ministro da Economia, depois de dois anos na dependência dos Negócios Estrangeiros.

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Paulo Portas vai continuar a ter a tutela da diplomacia económica, apesar de ter deixado de chefiar a diplomacia portuguesa. As novas funções de Portas como vice-primeiro-ministro, com a coordenação das áreas económicas, vão permitir-lhe continuar o trabalho que fez nestes dois anos tanto na promoção externa das empresas e produtos nacionais, como na captação de investimento estrangeiro.

O líder do CDS vai continuar a trabalhar de perto com a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), embora o organismo liderado por Pedro Reis não fique, formalmente, na dependência do vice-primeiro-ministro. Ao que o Expresso apurou, a AICEP vai voltar a ser tutelada pelo Ministério da Economia.

Ou seja, dois anos depois de Paulo Portas se ter batido pela passagem da AICEP da Economia para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, assiste-se ao movimento contrário e a agência volta à casa de origem. Com a diferença de que Portas já não é MNE e o ministro da Economia já não é o independente Álvaro Santos Pereira, mas o centrista António Pires de Lima.

Na PCM, até arranjar novas instalações

No início da semana, Pedro Passos Coelho já antecipava esta alteração, quando reafirmou aos jornalistas o novo papel que Paulo Portas teria na equipa remodelada. De acordo com o primeiro-ministro, o seu "vice" teria a coordenação das áreas económicas, "com destaque para questões que têm que ver com o investimento estrangeiro em Portugal". Portas terá também a coordenação da reforma do Estado e as relações institucionais com a troika.

Entretanto, o novo vice-primeiro-ministro está provisoriamente instalado na presidência do Conselho de Ministros (PCM). Embora fontes do Governo garantam que há condições para que Portas se instale definitivamente na PCM - o que obrigaria a alguns rearranjos nos gabinetes já instalados naquele edifício - o líder do CDS continua à procura de outro local de trabalho.

Várias possibilidades já foram analisadas e fonte governamental garantiu ao Expresso que já há um edifício em vista - e que não se trata de nenhum palacete, nem implicará grandes despesas de adaptação. A ordem, dizem, é contenção de custos e evitar qualquer ostentação.