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Política

Portas diz que país já pode aliviar impostos e fomentar economia

Para Paulo Portas, a reforma do IRS é uma das mais importantes em curso

André Kosters/Lusa

"Os nossos problemas não estão todos resolvidos, mas conquistámos a liberdade de fazer algumas escolhas", defende o vice-primeiro-ministro.

O vice-primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que, após ter cumprido o programa de assistência financeira, Portugal tem condições de, "com os pés assentes na terra", adotar políticas de fomento económico e redução da carga fiscal.

Paulo Portas discursava num hotel de Lisboa, numa sessão evocativa dos antigos primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, que morreram na queda de um avião em Camarate a 04 de dezembro de 1980, cerimónima em que esteve acompanhado pelo primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho.

Na sua intervenção, o líder centrista referiu-se à "memória magnífica da Aliança Democrática de 1979 e 1980" para dizer que coube ao PSD e ao CDS em 2011, "numa situação de emergência", responder "perante o país para o tirar de uma gravíssima crise de soberania e de autonomia".

"Não fomos nós que chamámos a 'troika', que fizemos o memorando, nem que atirámos o país para um precipício, mas o país é de todos e a nossa responsabilidade foi fazer um caminho, que envolveu certamente sacrifícios, mas que também contou com o sentido de compromisso social que os nossos partidos têm para procurar no momento contratualmente possível terminar o programa", afirmou Portas.

Na opinião de Paulo Portas, "nas circunstâncias em que o país estava, não havia Governo democrático e responsável que pudesse fazer coisa diferente ou alternativa" e, "três anos volvidos", é possível "uma recuperação substancial daquilo que parte dos pensionistas tinha perdido" ou "começar uma recuperação prudente, gradual, dos níveis de rendimento dos trabalhadores da Administração Pública".

 

A reforma do IRS, uma das mais importantes

"Os nossos problemas não estão todos resolvidos, mas conquistámos a liberdade de fazer algumas escolhas, desde que tenhamos os pés assentes na terra e que conciliemos a audácia com a imaginação, com o realismo e o bom senso", sustentou.

Neste contexto, o presidente do CDS-PP apontou a reforma do IRS como uma das mais importantes para "uma política fiscal mais amiga das famílias".

"Diria mesmo, senhor primeiro-ministro e presidente do PSD, que há um facto que já é inelutável, olhando as propostas do Governo e vendo as propostas do principal partido da oposição, há uma coisa que já conseguimos certamente, é que as famílias estejam no centro do debate fiscal, 25 anos depois da criação do IRS ainda vamos a tempo", afirmou.

Paulo Portas sublinhou que só é possível "que o salário mínimo melhore, que o rendimento dos pensionistas se recupere, que os trabalhadores da administração pública tenham um horizonte, que haja uma política de fomento do crescimento também por via fiscal e maior ajuda às famílias no sistema fiscal porque o país foi capaz de superar a emergência financeira em que se encontrava em 2011".

Na sua intervenção, Paulo Portas apontou ainda Sá Carneiro e Amaro da Costa como as duas maiores referências políticas, considerando que ambos "morreram ao serviço de uma ideia de Portugal".