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"Por vezes a democracia escolhe pessoas que não prestam", diz Miguel Cadilhe

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Quatro anos e "quase zero de reformismo de Estado" são difíceis de explicar, defende o antigo ministro das Finanças, falando no Clube dos Pensadores.

"A democracia não está bem" e as eleições legislativas de 2015 "nada vão tratar ou resolver", diz o antigo ministro das Finanças, Miguel Cadilhe.

Numa intervenção, na noite de segunda-feira no Clube dos Pensadores, em Gaia, o antigo ministro de Cavaco Silva considerou "grave e muito delicado" o que se passa em Portugal, não hesitando em apontar o dedo à incapacidade do Governo e da oposição para fazerem reformas.

"Como hei de explicar do ponto de vista da democracia o quase zero de autêntico reformismo do Estado nestes quatro anos que passaram?". "As eleições de 2015 que estão à porta nada vão tratar ou resolver, infelizmente", afirmou o economista e professor universitário.

Sem evitar uma referência à sucessão de escândalos que têm abalado o país, Cadilhe disse que não é só a economia que vai mal. A democracia, também "não vai bem" e, "por vezes, a democracia escolhe pessoas que não prestam", disse.

"Como é que a democracia nem sempre distingue a tempo e não segrega os políticos de pouca diligência, débil caráter, o puro sacana, velhaco? (...) Como é que a democracia não distingue isso?", questionou Miguel Cadilhe.