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Poaires Maduro: "Queremos oferecer esperança aos portugueses"

Fotografia 'de família' do Conselho de Ministros informal, em Alcobaça

Alberto Frias

Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional fez o balanço do Conselho de Ministros informal, no qual Paulo Portas apresentou "guião" da reforma do Estado.

Repetindo pelo menos meia dúzia de vezes a palavra "esperança", Miguel Poiares Maduro fez hoje ao final da tarde o balanço do Conselho de Ministros informal no Mosteiro de Alcobaça, que representou uma "reflexão aberta sobre estes dois últimos anos de governação", de acordo com o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional.

"O Governo governou na mais grave crise da história democrática portuguesa, coincidindo com a mais grave crise da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Encontrou circunstâncias extraordinariamente difíceis, mas está numa situação de poder oferecer esperança aos portugueses", disse.

"Queremos um país, uma economia mais competitiva, que ofereça mais mobilidade social" explicou, acrescentando que a última década só tem comparação com o "pesadelo da grande depressão norte-americana".

O ministro elogiou os dois anos de governação do executivo de Pedro Passos Coelho - voltando a repetir a palavra "esperança" por diversas vezes - e louvou a "credibilidade que o Governo conseguiu", colocando Portugal como país "influente na Europa".

"Guião" da reforma do Estado e pouco mais

Questionado sobre a propalada reforma do Estado que Paulo Portas esteve a elaborar e já deveria ter apresentado, Poiares Maduro confirmou que o tema foi debatido na reunião executiva. 

"A reforma do Estado foi discutida e houve uma apresentação do guião por parte de Paulo Portas. Será um dos aspectos nucleares para os próximos dois anos", respondeu.

Quanto a uma eventual revisão das metas do défice para 2014, o ministro disse que e uma questão que "não se coloca neste momento", porque, "como o senhor primeiro-ministro manifestou, isso dependerá sempre de uma alteração da conjuntura económica no próprio contexto europeu".

"Queremos oferecer esperança aos portugueses, mas sempre fiéis à verdade", concluiu.