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PCP. "Governo transformou em definitivo aquilo que era provisório"

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Jerónimo de Sousa acredita que o atual Executivo está a chegar ao fim de ciclo. "Este Governo já durará pouco. Não tem soluções", disse no debate quinzenal desta manhã

António Cotrim/Lusa

Jerónimo de Sousa afirma que o Executivo de Passos Coelho "enganou os portugueses" ao dizer que medidas como o corte das pensões eram provisórias.

O líder comunista Jerónimo de Sousa afirmou esta sexta-feira no Parlamento que o Governo tem como estratégia "transformar em definitivo o que era provisório", referindo-se aos cortes nos salários e nas pensões.

"A propaganda que andava por aí, do crescimento, de mais emprego, não passava de propaganda. O Governo não tem soluções para o país. Falavam em reduzir a carga fiscal, mas o que está no documento é manter o nível elevado de carga fiscal", disse Jerónimo de Sousa, durante o debate quinzenal.



Acusando o Governo de ter 'dois pesos e duas medidas', o líder do PCP afirmou que o Executivo de Passos Coelho "enganou o portugueses" ao dizer que as medidas eram por um período concreto, sendo afinal durante "mais de cinco anos".

"Antes eram três anos, agora cinco. Isto agora não tem fim. Há um superarrastamento. Como é que quer que os trabalhadores e os reformados acreditem na sua palavra? Não tem credibilidade porque enganou os portugueses", declarou.



Jerónimo disse ainda acreditar que o atual Executivo está a chegar ao fim de ciclo. "Este Governo já durará pouco. Não tem soluções".

Na resposta ao líder comunista, o primeiro-minisro reiterou que a sua equipa está exatamente a levar a cabo o que prometeu."O desastre é o crescimento da economia? A redução do desemprego? É isso o desastre? No ano passado dissémos claramente que íamos fazer a reposição dos salários ao longo de quatro anos. Foi assim que fizémos. A lei que apresentamos é consistente", sustentou.

No que diz respeito ao desemprego, Passos reconhece que a situação ainda está longe de ser a desejável, embora registe progressos. "Precisamos de ser mais ambiciosos a nível do desemprego, admito.  Não posso criar ficções, mas se não estamos satisfeitos com os resultados isso deverá implicar ainda medidas mais ambiciosas", concluiu.