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Passos sobre as dívidas: "Não me orgulho de ter tido atrasos"

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FOTO MANUEL TELES / LUSA

Primeiro-ministro voltou a falar publicamente sobre a polémica das dívidas à Segurança Social e ao fisco. Garantiu que já respondeu a todas as questões que os deputados lhe colocaram e admitiu que "é um mau princípio dizer-se que não se conhece a lei".

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

Pedro Passos Coelho garantiu esta sexta-feira, numa deslocação a Vimioso, que "sempre" declarou os seus rendimentos", admitindo, porém, que nem sempre cumpriu as suas obrigações nos prazos devidos. "Não me orgulho de ter tido atrasos", disse a este propósito.

"Cumpri as minhas obrigações. Posso ter feito com atrasos, mas fi-lo", disse o primeiro-ministro aos jornalistas. Passos socorreu-se por diversas vezes da palavra "humildade" para o reconhecimento público das falhas.

"Uma coisa é que reconheço com muita humildade que me atrasei.  Outra é dar a ideia de que como primeiro-ministro tenho um problema contencioso ou dívida fiscal", sublinhou, acrescentando de forma taxativa: "Não tenho nenhuma".

Na qualidade de chefe de Governo, Passos assegurou que já respondeu "a todas as perguntas dos senhores deputados", esperando que o caso termine por aqui. PS e PCP apresentaram um conjunto de 18 questões (nove cada) ao primeiro-ministro. Os socialistas remeteram o pedido para a comissão parlamentar de Segurança Social de Trabalho, já o partido comunista enviou as questões diretamente para São Bento.

O primeiro-ministro voltou a insistir no mesmo: não teve qualquer regime de exceção, nem antes nem depois de chegar ao Governo. "Como primeiro-ministro ou antes, nunca beneficiei de nenhum privilégio da administração central".

"Qualquer cidadão deve cumprir a lei", disse Passos, questionado pelos jornalistas se não teme que o caso possa ter repercussões. O "meu desejo é que todos os portugueses possam cumprir as suas obrigações", mas "não tenho por hábito fazer julgamentos morais sobre ninguém".

Admitiu que "é um mau princípio dizer-se que não se conhece a lei" e que o "reconheci com muita humildade", mas assegura que essa falta de desconhecimento da lei "nunca foi invocado por mim como desculpa", lembrando que não foi notificado pelos serviços e que se gerou um "equívoco de que estaria a não saldar uma obrigação". "Paguei tudo o que tinha a pagar", reforça.