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Passos sobre as dívidas contributivas: "Lamento não ter tido consciência dessas obrigações"

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FOTO MARCOS BORGA

Primeiro-ministro diz que deve reconhecer "com humildade" as suas falhas, mas refere que não aceita que se faça "manipulação política" do caso.

Passos Coelho afirmou quarta-feira de tarde, durante o debate quinzenal no Parlamento, que está disponível para esclarecer as dúvidas dos deputados em relação às suas dívidas fiscais e a à Segurança Social.

"O debate público da última semana e meia ficou marcado pela discussão em torno da minha carreira contributiva. Já tive oportunidade, por várias ocasiões, de dar as devidas explicações sobre esta matéria e de responder a dúvidas de deputados sobre este assunto. Mas, evidentemente, trata-de de uma matéria que, no cumprimento dos meus deveres institucionais, deve estar no debate", declarou Passos Coelho no arranque do debate quinzenal.

O primeiro-ministro reiterou que não tem neste momento nenhuma situação para regularizar, nem em matéria fiscal, nem em matéria contributiva. "As falhas que tive relativamente à matéria contributiva reconhecia-as publicamente e lamento profundamente não ter tido consciência dessa obrigação", afirmou Passos Coelho, sublinhando que não deixou de regularizar a dívida ainda durante o seu mandato, evitando no futuro "custos mais elevados".

O chefe do Governo recusou, no entanto, dar explicações que não lhe coubessem a si responder. "Espero que os deputados não me exijam respostas que não caibam ao cidadão Pedro Passos Coelho e ao político responder", sublinhou.

Dizendo que com "humildade" deve reconhecer as suas falhas e submeter-se ao escrutínio público "especial", Passos garante que não aceitará que o caso seja objeto de "manipulação política". 

"Não aceitarei que a coberto desse escrutínio se queira fazer uma manipulação política em matéria da minha situação contributiva e fiscal que não corresponda à verdade", rematou.