Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos responde ao PS: "Não creio ter ficado no lote daqueles que não cumpriram as suas obrigações"

  • 333

FOTO MARCOS BORGA

Chefe do Governo insiste na tese de que não tinha conhecimento das suas obrigações contributivas enquanto trabalhador independente.

"Não creio ter ficado no lote daqueles que não cumpriram com as suas obrigações ou tenham ficado fora delas." Foi assim que terminou a resposta do primeiro-ministro à intervenção de Ferro Rodrigues (PS), esta quarta-feira de tarde durante o debate quinzenal no Parlamento, numa aparente alusão a José Sócrates, sem nunca referir contudo o nome do antigo líder socialista.  



Passos Coelho voltou a insistir na tese de que não tinha conhecimento das obrigações contributivas enquanto trabalhador independente e negou que a explicação do ministro Pedro Mota Soares tenha sido "incompatível" com a sua. "São coisas diferentes. Uma coisa são as dívidas de matéria contributiva e outra são as dívidas fiscais, mas aproveito para dizer que sempre regularizei qualquer falha que tivesse tido", afirmou.

Recusando a ideia de que existisse uma bolsa VIP a nível das Finanças, o chefe do Governo reiterou que regularizou as dívidas a título pessoal. "Sempre o fiz sem nenhum benefício ou estatuto particular - fi-lo como qualquer cidadão o poderia ter feito", realçou.



"Não há nenhuma bolsa [VIP], segundo a informação da Autoridade Tributária. Nunca pedi levamento de nenhum processo disciplinar [de funcionários]", assegurou Passos, frisando que se registaram outros casos de funcionários das Finanças investigados por acederem a dados fiscais de contribuintes.

"A autoridade do primeiro-ministro não é nem um bocadinho beliscada", acrescentou.

Relativamente ao crescimento do produto interno bruto (PIB), Passos Coelho destacou que Portugal foi o país sob ajustamento que contraiu menos. "Nós sabemos que o PIB terá contraído cerca de 5% durante a crise, mas nos países sob ajustamento Portugal foi o que contraiu menos. Espero que o senhor deputado não o ignore. Em 2014, o país teve crescimento económico, o PIB aumentou, não diminuiu. Não é verdade que tivéssemos empobrecido em 2014, porque embora não tenha sido um crescimento muito relevante, foi relevante o suficiente para inverter a tendência", sustentou Passos na sua resposta a Ferro Rodrigues.