Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos. "O FMI não me dá dores de cabeça"

  • 333

PORTO DE SINES Passos acompanhdo pelo ministro da Economia Pires de Lima no lançamento da fase 2 da expansão do Terminal XXI

FOTO Rui Minderico

Primeiro-ministro diz que não teme a avaliação e reitera a convicção do Governo transmitida por Maria Luís Albuquerque numa resposta ao aviso do Eurogrupo. "Atingiremos os nossos objetivos orçamentais em 2015" e o défice ficará "claramente" abaixo de 3%, garante Passos Coelho.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

"O FMI não me dá dores de cabeça nenhumas", disse o primeiro-ministro esta tarde numa cerimónia de extensão do terminal do porto de Sines. Numa alusão à manchete do Expresso de sábado a propósito das preocupações do Fundo Monetário Internacional perante a falta de ímpeto reformista do Executivo português, Passos Coelho frisou que seria "bom que se aguardasse por um comunicado" e "pela avaliação que irá fazer". "Não comento notícias de jornal", sublinhou, mas deixou desde já claro que "não temo nenhuma avaliação do FMI".

Em linha com as recentes afirmações de Maria Luís Albuquerque de que "não serão precisas medidas adicionais" para Portugal cumprir a meta de 3% do Produto Interno Bruto inscrita no Orçamento de Estado para este ano, Passos aproveita a oportunidade para reiterar a convicção. "Em primeiro lugar, atingiremos os nossos objetivos orçamentais em 2015, isto é, sairemos por procedimento por défice excessivo, ficando claramente com um défice abaixo de 3%. Em segundo lugar, mantemos a expetativa de ter um excedente externo mais ou menos em linha com o que estava programado, apesar de o mês de janeiro em exportações de bens não ter sido tão bom como desejaria, mas essa situação está a ser corrigida. Em terceiro, o perfil mais competitivo, mais global, da economia portuguesa continuar a evidenciar bons resultados", descreveu.

Para o primeiro-ministro, este "é o caminho que nos permitirá continuar a baixar o desemprego, aumentar as oportunidades de emprego sustentável e ter uma recuperação da economia mais forte, que nos permita, reduzindo o défice, ao mesmo tempo, com prudência, reduzir também a nossa dívida e ter custos de financiamento mais favoráveis para a economia portuguesa".

Se a taxa de crescimento prevista é de 1,5%, Passos acrescenta que "o mais importante não é saber se vamos crescer mais ou menos umas décimas. Se crescermos mais umas décimas, tanto melhor, mas o importante é a trajetória a longo prazo", com "a recuperação da economia, sem mais endividamento".