Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Passos "não é um cidadão perfeito, mas é o mais bem preparado para ser PM nos próximos 5 anos"

  • 333

No debate desta tarde Passos Coelho recebeu o apoio das bancadas parlamentares da maioria, pela voz dos respetivos líderes, Luís Montenegro (PSD) e Nuno Magalhães (CDS)

Marcos Borga

Luís Montenegro sai em defesa do primeiro-ministro e ataca a oposição: "O caso está de facto encerrado mas não somos ingénuos, sabemos que para a oposição os esclarecimentos nunca serão suficientes." Já o CDS fala em "prémio Nobel do descaramento" a notícia de que o PS pretende repor a cláusula de salvaguarda do IMI quando for Governo.

Depois de um clima tenso com todos os partidos da oposição - tal como se esperava - a atacarem o primeiro-ministro em relação às dívidas fiscais e à Segurança Social, o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, tentou pôr água na fervura no debate quinzenal.

"Depois de falhas assumidas e com humildade, assunto encerrado. Vamos ao país", disse Magalhães, acusando o líder do PS de falta de credibilidade.

Referindo-se à notícia de há dois dias, que dava conta de que o PS preteder repor a cláusula de salvaguarda do Imposto Municipal sobre Imóveis quando for Governo, o líder parlamentar do CDS-PP defendeu que a confirmar-se com essa medida o PS ganha o "prémio Nobel do descaramento".

Também o líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, saiu em defesa de Passos, advogando que o primeiro-ministro prestou os "esclarecimentos devidos" ao Parlamento, cumprindo a função de escrutínio.



"A nossa dinâmica é fazer um país diferente. O caso está de facto encerrado mas não somos ingénuos, sabemos que para a oposição os esclarecimentos nunca serão suficientes", disse Montenegro.



Segundo o líder da bancada parlamentar do PSD, o país está hoje diferente para melhor - referindo-se indiretamente às declarações polémicas de António Costa perante uma plateia de investidores chineses, que disse que Portugal está atualmente numa situação melhor do que há quatro anos -, devendo-se isso ao "esforço dos portugueses". E concluiu fazendo uma alusão à corrida eleitoral: "Passos Coelho é, de facto, um cidadão que não é perfeito, mas é o mais bem preparado para ser primeiro-ministro nos próximos cinco anos. Saio deste debate ainda mais convicto do caminho que estamos a percorrer."