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Passos. Grécia deve "aproveitar oportunidade" para fechar programa "entre mãos"

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CIMEIRA INTERGOVERNAMENTAL Passos Coelho falava durante a receção ao seu homólogo turco Ahmet Davutoglu

FOTO Tiago Petinga

Antes de se falar num terceiro resgate, o cumprimento por Atenas do atual programa, alargado por mais quatro meses há poucas semanas, é "muito importante para a estabilidade da zona euro e da União Europeia", frisa o primeiro-ministro durante a cimeira intergovernamental entre Portugal e a Turquia, no Palácio das Necessidades.

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje que, antes de um eventual terceiro resgate, a Grécia deve "aproveitar a oportunidade" dada pelas instituições europeias e concluir o programa que tem "entre mãos".

As posições do chefe do Governo português foram assumidas na conferência de imprensa da cimeira intergovernamental entre Portugal e a Turquia, no Palácio das Necessidades, depois de questionado sobre as negociações para um terceiro programa de assistência financeira à Grécia.

Na sua resposta, Passos Coelho afirmou que o cumprimento por Atenas do atual programa, alargado por mais quatro meses há poucas semanas, é "muito importante para a estabilidade da zona euro e da União Europeia" e recordou que não há programas impostos a Estados-membros.

"A negociação que se abriu no seio do Eurogrupo, para permitir que a Grécia possa concluir o seu programa, tem de ser bem aproveitada, é muito importante para a estabilidade da zona euro e para a União Europeia que consigamos que exista uma finalização do programa na Grécia", considerou.

Pedro Passos Coelho defendeu ainda que, antes de se chegar "ao ponto" de um terceiro resgate, "é indispensável concluir aquele que tem entre mãos".

"E relativamente a esse, eu espero que as oportunidades que foram abertas, com o pedido adequado que foi feito pelo governo grego, sejam devidamente aproveitadas para que a Grécia possa concluir estas negociações, fechar esta fase, e, se essa for a sua vontade, partir para alguma outra situação", declarou.

Passos Coelho advertiu contudo que "essa situação depende sempre da vontade dos Estados" e que essas "não são matérias que sejam impostas seja por quem for", afirmando que "não foi assim com a Grécia, não foi assim com a Irlanda, não foi assim com Chipre e não foi assim com Portugal".

"Quando um país solicita assistência e pede ajuda, inicia-se então um processo com vista a ver em que medida e em que alcance se pode corresponder a esse pedido que é feito, nunca houve nenhum programa que tivesse sido imposto a qualquer país", frisou.