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Política

Passos e Portas afinam discurso e exibem "coesão da coligação"

Líderes da coligação frisaram que estão a "consensualizar" medidas que sejam  "socialmente menos penalizadoras"

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas estiveram esta tarde reunidos com os deputados do PSD e do CDS, na Assembleia da República, e apresentaram-se com discursos perfeitamente sintonizados, de acordo com fontes que assistiram à reunião, à porta fechada.

Nem um nem outro se referiu directamente às divergências dos últimos dias por causa da taxa sobre as pensões de reforma anunciada pelo primeiro-ministro - mas ambos sublinharam que têm estado a "consensualizar" medidas que sejam "socialmente menos penalizadoras".

À saída da reunião, os líderes das duas bancadas parlamentares sublinharam a "coesão desta coligação" (palavras de Luís Montenegro) e Nuno Magalhães falou numa "enorme preocupação social, que foi transversal nas intervenções do primeiro-ministro, do ministro dos Negócios Estrangeiros e dos deputados do PSD e do CDS".

Passos e Portas coincidiram nos tópicos e no tom dos discursos, muito virados para a defesa da importância da concertarão social e para as críticas à atitude "demagógica" e "extremista" do PS. Apesar dessas críticas, sobretudo por o PS insistir em falar de eleições antecipadas, tanto o primeiro-ministro como o MNE recomendaram paciência aos deputados da maioria, para não baixar o nível do debate nem agravar o tom de quezília com o maior partido da oposição.

Voltou a ser defendida a ideia de que é importante procurar consensos com o PS, até porque, segundo os lideres da coligação, não existe uma alternativa verdadeira e exequível ao caminho que tem sido seguido. Portas recuperou mesmo o argumento que já tinha usado no debate da moção de censura, considerando pouco avisado que o PS se tenha "acantonado" quando ainda faltam dois anos e meio para as eleições - e essa referência de Portas ao cumprimento integral da legislatura foi registada com agrado do lado do PSD.