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Passos. "É impensável governar dependente do PS"

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José Sena Goulão/Lusa

A coligação pode esperar. Para já, Passos prepara o discurso da maioria absoluta e abriu o Conselho Nacional do PSD ao ataque contra o PS. Diz que é impensável governar dependente de Costa. Do CDS falará em breve.

Ainda não foi desta. Antes que os "laranjinhas" se entusiasmassem, Passos Coelho tratou de esvaziar a conversa e avisou, logo a abrir o Conselho Nacional do PSD, que não ia falar da coligação com o CDS, assunto que remeteu para um outro conselho nacional, a marcar em momento oportuno.

Admitiu que o ideal era o PSD conseguir ter uma maioria absoluta sozinho e não quis, para já, abrir o jogo sobre qual será a melhor solução para lutar por esse objetivo. Apenas referiu de passagem as duas hipóteses: uma coligação pré ou pós eleitoral.

Adiada a questão do CDS, Passos preferiu abrir caminho ao discurso que se prepara para fazer em defesa da maioria absoluta. "E' impensável governar o país sem estabilidade ou dependente das imposições do PS", afirmou na reunião do partido, acusando o PS de, no tempo de Seguro, não fazer acordos com o Governo por medo do grupo parlamentar e agora, no tempo de Costa, não fazer acordos por não saber o que quer.

Depois de ter chegado a admitir, em entrevistas ao Expresso, que todas as soluções de governação estão em aberto na sua cabeça, incluindo um Bloco Central, Passos veio agora deixar claro que daqui até as eleições a caça ao voto faz-se com a fasquia bem alta e a pedir o máximo de apoios possível para quem governou o país nestes quatro anos. Não o vão ouvir falar mais de Blocos Centrais. Pelo contrário, o PM atacou os socialistas por ausência de ideias e vazio de alternativas.

Os conselheiros nacionais do PSD, que anseiam, sobretudo, por saber se vão ou não coligados com o CDS, vão ter que continuar à espera. Mas somados o discurso desta terça-feira com o que Passos fizera no anterior Conselho Nacional não é difícil tirar a bissetriz.

Na altura, o PM disse que a coligação com o CDS faria sentido para lutarem por uma maioria absoluta. Desta vez, insistiu na necessidade de a alcançar. Em maio, e apesar das dúvidas instaladas nas estruturas do PSD, tudo indica que haverá um Conselho Nacional para falar da coligação.