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Passos diz-se disponível para negociar cortes nas pensões com PS

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Passos Coelho no debate quinzenal desta manhã

Marcos Borga

"Estamos disponíveis para resolver um problema que vale €600 milhões, com ou sem o PS e se se entender da forma mais alargada possível. Estamos no termo do nosso mandato e faz sentido reforçar o apelo para ouvir a oposição sobre esta matéria", afirma o chefe do Governo.

O primeiro-ministro garantiu esta manhã no Parlamento que o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas, aprovados ontem em Conselho de Ministros, foram feitos de uma "forma alargada".

"Fizémo-lo de uma forma politicamente alargada na medida que procurámos envolver na sua participação os agentes sociais, económicos e partidos com responsabilidade governativa", declarou Passos Coelho na abertura do debate quinzenal.

Relativamente ao corte na despesa nas pensões, o primeiro-ministro assegurou que o Governo está disponível para negociar essa medida com o PS. "Estamos disponíveis para resolver um problema que vale 600 milhões de euros, com ou sem o PS e se se entender da forma mais alargada possível. Estamos no termo do nosso mandato e faz sentido reforçar o apelo para ouvir a oposição sobre esta matéria, sublinhou.

O governante explicou ainda que os documentos poderão ser ainda alvo de alterações. "Será na sequência dessa discussão que o parlamento fará na próxima quarta-feira que, no dia seguinte, o Conselho de Ministros fechará os documentos, significando isso portanto que haverá sempre alguma margem, evidentemente, para que adaptações ainda possam ser introduzidas no Plano Nacional de Reformas e no Programa de Estabilidade - caso o Governo entenda, na sequência do debate parlamentar, que isso se justifica", acrescentou.

Explicou ainda que o objetivo do Governo é resolver a questão da sustentabilidade da Segurança Social. "É falso que se diga que queremos cortar 600 milhões em pensões. Não queremos cortar. Temos é um problema na Segurança Social de forma que pretendemos que o Tribunal Constitucional considere a nossa solução aceitável."



Passos Coelho disse esperar que a retoma económica prossiga nos próximos anos, frisando também que deverá na próxima legislatura fazer uso da flexibilidade orçamental.

"O país será nos próximos quatro anos, de acordo com um cenário macroeconómico equilibrado,  capaz de retomar um crescimento mais robusto. A recuperação pode parecer lenta, mas será segura".