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Passos: diretor-geral da Autoridade Tributária "fez bem" em demitir-se

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Referindo-se à polémica lista VIP de contribuintes, o primeiro-ministro garante que o Governo nunca "admitiria" uma lista "dessa natureza" e afirma que mantém a confiança política no secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou esta quarta-feira no Algarve que o diretor-geral da Autoridade Tributária "fez bem" em apresentar a demissão, manifestando ainda que mantém a confiança política no secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

"Eu acho que ele [António Brigas Afonso] fez bem em ter apresentado a sua demissão, porque o Governo nunca admitiria que uma lista dessa natureza ou um procedimento desta natureza pudesse existir na Autoridade Tributária e parece-me muito bem que o senhor diretor-geral tenha assumido essa responsabilidade, porque foi ele que informou o Governo da não existência desses procedimentos", declarou o primeiro-ministro.

Passos Coelho, que falava aos jornalistas num hotel em Loulé, à margem da conferência que assinala os 45 anos da Região de Turismo do Algarve (RTA), disse ainda que mantém a confiança política em Paulo Núncio.

"Não vejo nenhuma razão para pôr em dúvida a posição do senhor secretário de Estado, uma vez que o Governo não teve qualquer interferência neste processo".

O diretor-geral da Autoridade Tributária (AT) reafirmou que não existe uma lista VIP de contribuintes e justificou a demissão por não ter informado a tutela sobre procedimentos internos que podem ter criado a perceção de que essa lista existia.

Aquele responsável afirmou também hoje que a sua demissão se destina "a proteger a instituição e os funcionários", adiantando que estavam a ser ponderadas novas medidas de proteção de dados na AT, mas que não chegaram a ser implementadas.