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Passos destaca redução da despesa. "História da carochinha", responde Ferro

Passos mostra-se otimista quanto à possibilidade de Portugal ficar abaixo da meta prevista dos 3% para 2015

José Carlos Carvalho

O primeiro-ministro escolheu os dados económicos para abrir o debate quinzenal no Parlamento, esta sexta-feira. O líder da bancada socialista cortou o otimismo de Passos Coelho com uma acusação: "Irrealismo".

Foi a redução da despesa que permitiu os resultados em 2014 no que à consolidação económica diz respeito, garantiu esta manhã o primeiro-ministro na abertura do debate quinzenal na Assembleia da República.

Com a bancada governamental visivelmente 'deficitária', ladeado apenas pelos ministros Luis Marques Guedes e Poiares Maduro, além da secretária de estado dos Assuntos Parlamentares, Teresa Morais, Passos Coelho sublinhou que a meta orçamental foi atingida em "dois terços pela redução da despesa e só um terço graças ao aumento da receita". "No debate público concluiu-se o contrário", acrescentou, "mas essa é uma falsa perceção e é pena que a correção não seja feita em termos mediáticos".

O primeiro-ministro insistiu que estes resultados permitem ao Governo reforçar as projeções para 2015, mostrando-se otimista quanto à possibilidade de Portugal ficar abaixo da meta prevista dos 3%, "o que permitirá que nos centremos nas políticas de crescimento e de emprego, em vez das de contenção",

Passos destacou ainda os números mais recentes do Instituto Nacional de Estatística em relação ao desemprego, para afirmar que "até hoje tem-se mantido a trajetória descendente", e elogiou o"aumento em quase 1,5% das exportações", sobretudo na área energética, "o que continua a puxar pelo crescimento da economia".

O chefe do Executivo concluiu, insistindo que o Governo tem seguido uma estratégia que alia "responsabilidade e ambição", caminho que prosseguirá para conseguiu o rumo de mudança  "que os portugueses desejam".

Na sua intervenção inicial e em resposta, Ferro Rodrigues, líder da bancada socialista, acusou o chefe do Governo de apresentar uma "euforia despropositada" e de "continuar com o mesmo irrealismo" de sempre, esquecendo que 2014 "foi o ano de maior overdose fiscal" e "em que os cortes foram feitos no investimento público e nos apoios sociais".

"O senhor apresenta aqui uma espécie de história da Carochinha",  disse ainda Ferro Rodrigues.