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Passos defende que "houve decisão atempada do Banco de Portugal"

THIERRY CHARLIER/AFP/Getty Images

Parco nas respostas aos jornalistas, primeiro-ministro não quis entrar em "comentários concretos" sobre os depoimentos de Ricardo Salgado e Ricciardi à comissão de inquérito parlamentar. Ainda assim, aproveitou para referir:  "Estou convencido de que o Estado procedeu corretamente em matéria de resolução do BES".

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, voltou hoje a defender que o Estado atuou corretamente na resolução do Banco Espírito Santo (BES) e recusou comentar os depoimentos feitos na comissão parlamentar de inquérito.

"Houve uma decisão atempada do Banco de Portugal, que contou com todo o apoio do Governo. Estou convencido, desde essa altura, que foi a melhor decisão para o país. Mas não farei nenhum comentário em concreto, muito menos a partir daqui, sobre afirmações que possam ser feitas por quem vai depor à comissão de inquérito", declarou Passos Coelho, em conferência de imprensa, no final da XXIV Cimeira Ibero-Americana, hoje à noite na cidade mexicana de Veracruz.

Perante a insistência dos jornalistas, que lhe perguntaram se o aconteceu ao BES foi uma decisão política e em que medida procurou ou dispensou informação sobre o caso, Passos Coelho referiu que "teria certamente muito para responder" sobre este tema, mas não abordou diretamente essas questões.

"O que se passou será apurado, com certeza, em sede de comissão de inquérito, e estou convencido de que o Estado procedeu corretamente em matéria de resolução do BES", limitou-se a responder Passos Coelho.