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Parlamento português chumba apelo pela libertação de jornalista angolano

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As investigações do jornalista sobre corrupção em Angola deram origem a um livro

D.R.

Apesar de cinco deputados socialistas terem-se demarcado da orientação do seu partido e votado a favor de que Portugal solicitasse às autoridades judiciais angolanas a listação e anulação do julgamento do jornalista Rafael Marques, a proposta do Bloco de Esquerda foi chumbada.

PSD, CDS, PS, PCP e "Os Verdes" rejeitaram hoje, no parlamento, um voto do Bloco de Esquerda a solicitar às autoridades judiciais angolanas a libertação e anulação do julgamento do jornalista Rafael Marques.

No grupo parlamentar do PS, porém, cinco deputados demarcaram-se da orientação oficial da bancada e colocaram-se ao lado do voto do Bloco de Esquerda "em defesa da liberdade de expressão em Angola": Isabel Santos, Eduardo Cabrita, Bravo Nico, Carlos Enes e António Cardoso.

O coordenador da bancada socialista para as questões de trabalho, Nuno Sá, optou pela abstenção.

O voto do Bloco de Esquerda pretendia que a Assembleia da República manifestasse "solidariedade com o jornalista Rafael Marques pela coragem demonstrada na defesa da liberdade de expressão em Angola".

Com esta iniciativa, o Bloco de Esquerda visava também que o parlamento procedesse à "condenação da perseguição de que Rafael Marques continua a ser vítima em Angola", apelando às autoridades e instâncias judiciais angolanas "para que velem no sentido de ser anulado o julgamento".

"Rafael Marques tem sido frequentemente perseguido por responsáveis do Governo de Angola, como denunciam várias organizações internacionais como a Amnistia Internacional.

O julgamento que presentemente enfrenta é apenas resultado do legítimo exercício do direito de liberdade de expressão, reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e, inclusive, pela Constituição de Angola", refere o documento do Bloco de Esquerda.