Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Os opostos, segundo Aguiar-Branco: Passos "é um exemplo" a esclarecer assuntos, Costa nem por isso

  • 333

FOTO ALEXANDRE RIBEIRO / LUSA

Aguiar-Branco compara comportamento do primeiro-ministro no caso das dívidas à Segurança Social com o do líder socialista a propósito das declarações perante investidores chineses.

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, disse esta segunda-feira que o primeiro-ministro, Passos Coelho, é "um exemplo" ao tentar sempre prestar esclarecimentos sobre os assuntos, contrariamente ao secretário-geral do PS, António Costa.

 

Em declarações aos jornalistas, em Viseu, sobre as dívidas que Passos Coelho acumulou à Segurança Social entre 1999 e 2004, Aguiar-Branco considerou que, mesmo estando prescritas, ele fez bem em pagá-las e em dar explicações o que se passou.

 

"Em relação a essa matéria, como a todas, responde sempre, clarifica e esclarece tudo o que é necessário ser esclarecido. Nesse aspeto é um exemplo e acho que os portugueses vão reconhecer essa linguagem de verdade que o primeiro-ministro sempre imprimiu ao seu mandato", afirmou.

 

Na sua opinião, já António Costa não fez o mesmo quando considerou "assunto encerrado" a polémica relativa à sua afirmação à comunidade chinesa de que Portugal estava melhor. 

 

"Como se, por uma declaração do Dr. António Costa, o assunto saísse do tema, que é um tema importante, não por causa da comunidade chinesa ou do local onde isso foi dito, um casino, mas sim pelo que isso significa das várias caras que tem", afirmou.

 

Segundo o ministro, António Costa "diz uma coisa ou outra em função daquilo que julga que é mais ou menos popular e que pode contribuir mais ou menos para que nesta ou naquela sondagem possa subir".

 

"Como já vimos, quer o Dr. António Costa fale, quer não fale, as sondagens mostram que como ele não diz nada relativamente àquilo que é importante para o futuro dos portugueses, que a situação é de ausência de ideias", sublinhou. 

 

Por considerar que "quando há ausência de ideias é evidente que não se constitui alternativa", o governante acredita que "os portugueses vão estar muito conscientes de que este PS que tem como protagonistas os mesmos que conduziram o país à pré-bancarrota não é verdadeiramente aquilo que dá confiança para o futuro".