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O futuro, segundo António Costa, descreve-se em cinco palavras

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FOTO MARCOS BORGA

Confiança, alternativa, inovação, dignidade e rigor. Cinco substantivos que, segundo o secretário-geral do PS, resumem o cenário macroeconómico que esta terça-feira de manhã lhe foi entregue pelo grupo de economistas a quem o tinha encomendado há cinco meses e que dará forma ao programa de um futuro governo socialista.

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

CONFIANÇA

"Hoje o principal desafio é o da credibilização dos compromissos políticos assumidos perante os cidadãos." 

"Estamos todos cansados da ideia de sermos governados por modelos macroeconómicos. É necessário reafirmar o primado da política, mas isso não significa não termos rigor e seriedade nos nossos compromissos".

 

ALTERNATIVA

"Este estudo  revela que há alternativa, que é possível virar a página da austeridade." 

"Podemos crescer a uma média anual de 2,6%, ter um défice (em 2019) de 0,9%, ter um ratio na dívida do PIB melhor do que o previsto."

"Neste relatório não estão previstos novos cortes nas pensões e revela-se que não é preciso esperar pelo fim da legislatura para devolver a sobretaxa e repor os salários da função pública." 

 

INOVAÇÃO

"O nosso modelo de crescimento vai ter de assentar de novo nas políticas públicas de educação de crianças e adultos, de formação, de inovação e modernização tecnológica das empresas."

 

DIGNIDADE

"A questão central que este relatório evidencia é que o maior problema do nosso mercado de trabalho é o brutal grau de precarização das relações de trabalho. É necessário combate a precarização, lutar pelo emprego estável, combater os contratos a prazo e os falsos recibos verdes." 

"Introdução do Complemento Salarial Anual: a dignidade não é só combater a precariedade, é criar um emprego de qualidade." 

"O impulso à melhoria do rendimento disponível combinado com a descida temporária da contribuição dos trabalhadores para a segurança social é uma medida financeiramente equilibrada."

 

RIGOR

"O fim da austeridade é essencial para o crescimento, mas o rigor é essencial para que o crescimento seja saudável." 

"O rigor permite-nos cumprir a ambição de uma participação ativa no quadro da UE. Cumprir as regras mas não prosseguir uma trajetória de divergência em relação à UE."