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Novamente os "cofres cheios", agora com almofada, quarto, casa e o Tio Patinhas

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FOTO ALBERTO FRIAS

Frase da ministra das Finanças continua a motivar discussões - agora envolveu referências a mobiliário, além do inevitável Patinhas. Aconteceu no Parlamento, no debate quinzenal.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, questionou esta quarta-feira o primeiro-ministro sobre a folga financeira avançada pela ministra das Finanças - os célebres "cofres cheios". Passos Coelho respondeu que a reserva representa uma "poupança significativa" para os próximos anos.

"A tal almofada financeira de que Portugal dispõe representa a política de prudência bastante recomendável no contexto em que vivemos. É também um espelho da confiança que o mercado tem vindo a mostrar pela divida portuguesa e tem permitido o pagamento antecipado de empréstimos do FMI que foram contraídos a uma taxa de juro mais elevada", disse Passos no Parlamento.

Segundo o governante, a almofada financeira é importante para fazer face à volatilidade que o mercado pode demonstrar, frisando que como o país está a "acumular para pagar empréstimos a custos mais baixos, isso representa uma poupança significativa para os próximos anos".

Em contrarresposta, Catarina Martins ironiza, questionando: "Cofres cheios? Então não é almofada - é quarto, é casa. Podemos imaginar Maria Luís Albuquerque mergulhada num balde cheia de dinheiro, tipo Tio Patinhas. O problema é que o dinheiro não é dela", sustentou.



Passos Coelho insistiu que o país aprendeu lições com os erros do passado, sendo este o caminho certo. "Portugal sabe hoje muito bem o preço da imprudência e de não ter reservas nem credibilidade para obter financiamento", rematou.