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Política

Missões militares portuguesas no estrangeiro vão ser decididas até ao final do ano

O ministro da Defesa disse hoje que "estão assegurados os meios financeiros para Portugal poder participar em 2015 nos vários cenários internacionais"

Luís Barra

Uma das questões a ser ponderada é a forma como Portugal se irá associar à Coligação Internacional contra o Estado Islâmico.

Carlos Abreu

Jornalista

Até ao final deste ano, o Presidente da República vai convocar o Conselho Superior de Segurança Nacional para tomar uma decisão sobre o envio de militares portugueses para cenários de conflito internacionais, anunciou hoje o ministro da Defesa.

Na reunião será decidida a forma como Portugal se irá associar à Coligação Internacional contra o Estado Islâmico.

Vários países europeus enviaram já meios aéreos para combate. Os Estados Unidos excluiram a possibilidade de envio de militares para o terreno.

Segundo Aguiar-Branco, para já, "estão assegurados os meios financeiros para Portugal poder participar em 2015 nos vários cenários internacionais, da mesma forma em que esteve até agora". No Orçamento de Estado para 2015, está inscrita uma verba de €52 milhões para as forças nacionais destacadas, o mesmo que no corrente ano. 

Segundo José Pedro Aguiar-Branco, no caso do Estado Islâmico importa "estancar uma ameaça que constitui uma fonte de terrorismo para todo o flanco sul da Europa e também para Portugal".

O ministro falava à imprensa no final da cerimónia militar evocativa da participação das Forças Armadas portuguesas durante 12 anos no Afeganistão, ao serviço da ISAF (Força Internacional de Assistência para Segurança), a missão liderada pela NATO.

No discurso que fez às forças do 8.º e último contingente nacional, em parada, Aguiar-Branco lembrou que "o nosso bem-estar coletivo enquanto nação não se constrói apenas dentro das nossas fronteiras".

Lembrou ainda os dois militares mortos no Afeganistão, o primeiro-sargento dos Comandos, Roma Pereira, em 2005 (aos 33 anos) e o soldado paraquedista Sérgio Pedroso, que perdeu a vida em 2007, com 22 anos.