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Miguel Sousa Tavares. "Portugal e Espanha foram fazer queixinhas da Grécia quando há canais diplomáticos diretos"

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Sousa Tavares diz que Alexis Tsipras "foi longe de mais" mas não poupa críticas ao governo português e espanhol. Aliás, Mariano Rajoy reagiu ao governo grego como "jamais se atreveria a falar com Merkel".

Raquel Pinto

"É mais fácil atacar Portugal e Espanha do que a Alemanha", diz Miguel Sousa Tavares a propósito das acusações do primeiro-ministro grego Alexis Tsipras ao ministro da economia expanhol Luis de Guindos e à ministra das Finanças portuguesa Maria Luís Albuquerque, de que formaram um "eixo de poderes" com vista a derrubar o governo do Syriza e o seu compromisso eleitoral antiausteridade. Uma apreciação que é "evidente" para Sousa Tavares de que "está a ir longe de mais".

Ainda assim, Sousa Tavares não poupa críticas ao outro lado, nomeadamente às reações do primeiro-ministro Mariano Rajoy às declarações de Tsipras. Falou como "jamais se atreveria a falar com Merkel" e "ser fraco com os fortes e ser forte com os fracos não fica nada bem ao governo espanhol", defendeu no comentário no "Jornal da Noite" da SIC. 

Os governos de Espanha e Portugal decidiram enviar uma carta às presidências da Comissão Europeia e Conselho Europeu depois das apreciações de Alexis Tsipras sobre o comportamento dos dois países nas negociações como Eurogrupo. A iniciativa só tem uma interpretação para Sousa Tavares: "Foram fazer queixinhas à União Europeia quando há canais diplomáticos diretos para falar deste assunto".

"Por que é que o primeiro-ministro português, se está incomodado, não pega no telefone e liga ao primeiro-ministro e diz: 'ouve lá, eu não aceito isso que disseste' ou então chama o embaixador da Grécia e diz-lhe isso?", questiona Sousa Tavares. "Não interessa se foi por carta, telefonema ou por email, fomos fazer queixinhas", volta a reforçar.