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Miguel Albuquerque chama filho de Jaime Ramos para líder parlamentar do PSD na Madeira

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Jaime Filipe Ramos faz parte da Comissão Política, voltou a integrar a lista de candidatos a deputados e é a escolha de Miguel Albuquerque para ficar à frente da direção do grupo parlamentar

Ana Baião

Após anos à esquerda por teimosia de Jaime Ramos, os deputados sociais-democratas voltam a sentar-se à direita na Assembleia da Madeira, com Jaime Filipe Ramos a liderá-los. Tranquada Gomes será o novo presidente.

Marta Caires

Jornalista

Os deputados da Assembleia Legislativa da Madeira tomam posse na próxima segunda-feira e Miguel Albuquerque já escolheu o novo presidente - Tranquada Gomes - e o sucessor de Jaime Ramos na liderança do grupo parlamentar. A preferência do substituto de Alberto João Jardim na chefia do Governo Regional recaiu em Jaime Filipe Ramos, até agora vice-presidente da bancada, antigo presidente da JSD-Madeira e filho do homem a quem sucede.

Jaime Ramos foi o protagonista de muitos episódios no Parlamento regional, quase sempre tempestuosos e pouco simpáticos para os adversários do PSD, mas tudo indica que a nova direção da bancada será diferente. A comissão permanente da Assembleia Legislativa já se reuniu para fazer a distribuição dos lugares no hemiciclo e para acertar a composição da mesa da Assembleia.

Os deputados sociais-democratas voltam a sentar-se do lado direito da sala, após anos à esquerda e por teimosia de Jaime Ramos, o anterior líder da bancada. Outra novidade é a partilha da mesa da Assembleia: até agora a única cedência do PSD tinha sido um lugar de vice-presidente para o maior partido da oposição, no caso o CDS. A partilha agora será também dos secretários. O PS terá um lugar de secretário e o JPP (Juntos Pelo Povo, novo partido legalizado em cima da hora e que elegeu cinco deputados, tantos como o PS) fica com um vice-secretário.

Jaime Ramos (à direita, ao lado do filho Jaime Filipe Ramos) foi o protagonista de muitos episódios no Parlamento regional, quase sempre tempestuosos e pouco simpáticos para os adversários do PSD

Jaime Ramos (à direita, ao lado do filho Jaime Filipe Ramos) foi o protagonista de muitos episódios no Parlamento regional, quase sempre tempestuosos e pouco simpáticos para os adversários do PSD

Ana Baião

A decisão dos sociais-democratas encerra uma discussão de quase 40 anos, já que o partido, durante a liderança de Alberto João Jardim, só a custo abriu uma vaga de vice-presidente para o maior partido da oposição. E fê-lo abrindo mesmo mais uma vaga, já que manteve os dois vice-presidentes que tinha. Além da abertura da mesa, a Assembleia Legislativa passará também a reunir-se todas as semanas. Até agora, fazia-o apenas de 15 em 15 dias.

Miguel Albuquerque sempre disse que queria prestigiar o Parlamento e acabar com as disfunções que faziam da Assembleia um viveiro de casos pouco prestigiantes. É certo que ainda durante a campanha para as eleições internas do PSD foi acusado de ter um relacionamento muito próximo com Jaime Filipe Ramos, o novo líder parlamentar, e, por essa via, estar também próximo de Jaime Ramos.

O presidente do PSD-Madeira não recuou. Jaime Filipe Ramos faz parte da Comissão Política, voltou a integrar a lista de candidatos a deputados e é a escolha para ficar à frente da direção do grupo parlamentar. Apesar de ter integrado a anterior direção, o percurso de Ramos nos últimos tempos de Jardim teve algumas surpresas como o diploma para resolver o contrato temporário de 19 anos nos portos ou as suas declarações sobre o "Jornal da Madeira".