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Marques Mendes diz que PS terá que ser mais "assertivo"

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FOTO LUÍS BARRA

A última sondagem que mostra que o PSD e CDS coligados conseguem um empate técnico com o PS vai "animar as hostes da maioria, mas também vai obrigar o PS a ser mais assertivo", considera o ex-líder dos sociais-democratas.

Luís Marques Mendes defendeu no sábado, no seu habitual comentário na SIC, que o cenário político vai entrar numa nova fase na corrida para as eleições. "PS, PSD e CDS enfrentam agora novos desafios", afirmou o ex-líder do PSD, em comentário à sondagem mais recente feita pela Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, que mostra que o PSD e CDS coligados conseguem um empate técnico com o PS.

Segundo o comentador este resultado trata-se de uma surpresa que vai obrigar o PS a ser mais assertivo e o PSD e o CDS a coordenarem-se. "Eu acho que isto vai mudar tudo nos próximos tempos. Vai animar as hostes da maioria, mas também vai obrigar o PS a ser mais assertivo. E aqui chegados eu diria que há aqui dois desafios na minha opinião importantes para ambos os lados: um para o PS e António Costa. Eu acho que António Costa faz mal em continuar à frente da Câmara de Lisboa, no fundo hoje é líder do PS em part-time e presidente da câmara em part-time", sublinhou.



Relativamente à coligação PSD/CDS, Marques Mendes sustentou que está na altura de os líderes de cada partido unirem esforços no sentido de assegurarem a governação e simultaneamente prepararem o próximo programa eleitoral. 

"Eu acho que a melhor solução era incumbir Paulo Portas de ser ele nestes meses o responsável pela coordenação política e pela gestão política dentro do governo até porque é muito competente e tem muita qualidade nessa matéria, libertando Passos Coelho para as tarefas de preparar o programa futuro e para as questões económicas e da Europa", acrescentou.    

Sobre as declarações de António Costa relativas à evolução do país nos últimos quatro anos perante um grupo de investidores chineses, o ex-líder dos PSD considera que a explicação foi um "desastre". "Pior do que o discurso feito eu acho que é a explicação que foi dada.  Então faz-se um discurso diferente do outro e então pergunta-se qual é o verdadeiro? Aquele que foi feito a  estrangeiros ou o que é feito aos portugueses"



Marques Mendes diz ainda acreditar que estas declarações terão consequências para o secretário-geral do PS até à corrida eleitoral. "Ou seja acho que a  explicação foi um desastre completo e eu acho que isto vai ser mau para António Costa, não é tanto pelos problemas internos é por algum descrédito externo e eu acho que isto vai acompanhar um bocadinho até às eleições", conclui.