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Política

Marques Mendes critica "gestão caótica" da reforma do IRS

Luís Barra

Ex-líder do PSD sublinha que todos os portugueses vão pagar menos IRS no próximo ano. Critica a proposta de Portas em antecipar a revisão dos feriados. E elogia a liderança do Novo Banco, que já terá sete interessados na sua compra.

Luís Marques Mendes afirmou este sábado, no seu habitual comentário na SIC, que  a reforma do IRS aprovada ontem no parlamento será "globalmente positiva" para os portugueses em 2015, mas não deixou de criticar a gestão do Governo neste processo.

"Do ponto de vista político a gestão foi caótica como acontece sempre com este Governo. Esta foi a terceira alteração, o que dá a sensação de ter sido feita em cima do joelho, que isto não foi bem pensado. Mas a questão de fundo é que todas as pessoas vão pagar menos IRS no próximo ano", disse o comentador.

Sobre a proposta de Paulo Portas de se avançar com uma reavaliação dos feriados já em 2016, um ano antes do que o previsto, Marques Mendes reprova a iniciativa do líder do CDS-PP.

"O CDS quer já uma decisão sobre o 1º Dezembro. Eu devo dizer que acho muito mal esta decisão do CDS. Primeiro porque mostra mais uma vez uma descoordenação entre a coligação e, em segundo, parece um exercício de oportunismo político, um bocadinho caça ao voto, e acho que assim nem dará voto e só perde a credibilidade", defendeu.

 

Elogio à liderança do Novo Banco

Relativamente ao Novo Banco, Marques Mendes elogiou a liderança da instituição, que divulgou recentemente resultados positivos. "Conseguiu inverter a curva descendente dos depósitos, está a aumentar o crédito às empresas e à economia real. E parece que dentro do Banco, esta equipa de Stock da Cunha conseguiu motivar os trabalhadores e, por consequência, os clientes", sublinhou.

Disse mesmo acreditar que Eduardo Stock da Cunha já não regressa ao Lloyds. "Ou ele fica com quem comprar banco ou vai ser CEO de outro grande grupo. O seu trabalho merece", acrescentou.

Além disso, revelou ter conhecimento de sete potenciais interessados na compra do Novo Banco: o BPI, Santander, BBVA, Banco Popular, os chineses da Fosum, que compraram a Fidelidade, o fundo americano Apollo, e um grupo soberano árabe, realçando que até 31 de dezembro têm de apresentar "manifestações de interesse." "Se os valores forem numa ordem de grandeza eu diria que é um bom negócio", sustentou.