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Marques Mendes. "Candidatura de Sampaio da Nóvoa pode gerar divisões no PS"

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O comentador da SIC sublinha ainda que a candidatura do académico, a confirmar-se, será "uma prenda de Páscoa para Marcelo Rebelo de Sousa". E termina a sua intervenção com um comentário sobre o processo de aquisição do Novo Banco: Bank of China e Banco Popular estão fora da corrida. 

Luís Marques Mendes afirmou, este sábado, a partir do Algarve que a possível candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República (que o Expresso noticiou na passada sexta-feira) pode gerar "algumas divisões dentro do PS". Ou seja, "da parte mais moderada" do Partido Socialista, porque "Sampaio da Nóvoa é claramente mais à esquerda". O antigo líder do PSD avança ainda que, se esta candidatura se confirmar, não resta espaço para "a candidatura mais ou menos anunciada de Carvalho da Silva".  

Mas há quem possa sair a ganhar, garante. Se se confirmar, "esta candidatura é uma prenda de Páscoa para Marcelo Rebelo de Sousa". Na verdade, Marques Mendes afirma que se "a intenção de Marcelo Rebelo de Sousa se candidatar se confirmar, ele que é popular e conhecido, evidentemente que tem uma vida mais fácil nas eleições do que teria [se tivesse de concorrer] contra António Guterres", sublinha. 

Marques Mendes refere que, do ponto de vista pessoal, tem uma grande apreço pelo académico António da Nóvoa, mas que, sob o ponto de vista político, surgem alguns problemas. E especifica quais. "Em primeiro lugar, corre o risco - ainda que injusto - de ser visto como uma candidatura de recurso, porque não existe António Guterres nem António Vitorino". Depois, acrescenta, "é a candidatura de um ilustre desconhecido, uma pessoa de grande prestígio académico, conhecido nas elites, mas não pelo povo".  

Por fim, Luís Marques Mendes declara que, a confirmar-se, esta é a candidatura de "um outsider da política", o que é uma novidade na presidência da República. "Ao longo de estes 40 anos de democracia tivemos Presidentes da República que são pesos pesados da vida pública e política nacional: Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva". Assim, e perante este cenário, o comentador da SIC levanta uma questão para já sem resposta: "Será que o país quer um Presidente da República que, tendo um bom currículo académico, não tem um bom currículo político?" É preciso esperar para ver.  

Já em relação à entrevista de Santana Lopes ao "Diário de Notícias", este sábado, na qual este avança com uma potencial candidatura de Paulo Portas, Marques Mendes é perentório: "Acho que esse é um cenário que não deve ser equacionado, porque não vai acontecer". O comentador justifica, dizendo que "Paulo Portas está empenhado nas legislativas" e que, por isso, "não faz sentido apresentar uma candidatura presidencial a seguir às legislativas, seja vencedor ou derrotado".  

Bank of China e Banco Popular fora da corrida ao Novo Banco 

Questionado sobre os candidatos à aquisição do Novo Banco, Marques Mendes revelou que os sete candidatos são agora cinco - ficando o Bank of China e o Banco Popular espanhol pelo caminho.

"Agora é a doer, são propostas a sério", afirmou o comentador da SIC. Segundo Marques Mendes, a esta fase passaram os chineses Fosun e Anbang Insurance Group, o Santander, BPI e o fundo norte-americano Apollo.  

Mas os que não passaram ainda têm hipótese de recorrer. Têm duas semanas para o fazer, garante, sublinhando que até ao verão este processo deverá estar encerrado.