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Mário Soares. PS é "esperança" para um país "mais justo e menos desigual"

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José Carlos Carvalho

O antigo Presidente da República e fundador do partido socialista elogiou, no Porto, os líderes partidários pós-25 de Abril e defendeu o partido como o caminho para um país "menos desigual".

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A voz do decano fundador do PS já não tem o vigor de outros tempos, mas Mário Soares do alto dos seus 90 anos ainda agitou a malta. Num discurso breve e emocional, Mário Soares lembrou o passado e os 41 anos de democracia do país, evocou antigos companheiros de luta de todos os quadrantes políticos, de Sá Carneiro, a Cunhal e Freitas do Amaral, sem esquecer o presente e o querido amigo António Costa.

"Está aqui alguém que deve ser saudado sempre, o nosso querido amigo e líder António Costa", afirmou Mário Soares, antes de fazer o balanço de momentos-chave do PS na governação do país.

A fundação do PS na Alemanha Federal em 1973, a generosidade dos militares de abril que fizeram a revolução e devolveram o poder aos civis, a adesão à CEE por si conduzida, passo que "consolidou a democracia em Portugal", e a criação do Serviço Nacional de Saúde "que hoje já não existe", foram alguns dos marcos decisivos invocados por Mário Soares no Pavilhão Rosa Mota, no Porto, onde ainda durante toda a tarde decorreu a festa/comício dos socialistas, já em tom de campanha eleitoral.

De regresso ao presente, Mário Soares falou na necessidade de mudar o país e de Governo, frisando que o PS de António Costa representa a grande esperança para um país "mais justo e menos desigual".

Soares terminou a sua intervenção em tom apoteótico, com vivas a Portugal, ao socialismo e "ao homem que está aqui à minha frente". O amigo Costa.