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Maria Luís defende Plano Juncker se "todos sem exceção" fizerem reformas

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A ministra das Finanças, o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas (à esquerda) e o presidente da CIP António Saraiva participaram na Conferência "Relançar o Investimento em Portugal"

FOTO João Relvas

"Para o mercado europeu ser realmente único, cada país tem de implementar as transformações necessárias no seu próprio território", afirmou a ministra das Finanças sem especificar nenhum país em concreto.

A ministra das Finanças afirmou hoje que o "Plano Juncker", que pretende gerar investimentos de mais de 300 mil milhões de euros na economia europeia, só terá benefícios efetivos se todos os Estados-membros "sem exceção" participarem nas reformas.

"Apenas haverá benefícios efetivos se todos os Estados-membros participarem nas reformas. Todos sem exceção. Para o mercado europeu ser realmente único, cada país tem de implementar as transformações necessárias no seu próprio território", afirmou Maria Luís Albuquerque sem especificar nenhum país em concreto, no encerramento da conferência "Relançar o investimento em Portugal", organizada hoje em Lisboa pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e pela Comissão Europeia para apresentar o chamado "Plano Juncker".

Durante a sua intervenção, a ministra de Estado e das Finanças disse ainda que "a promoção do investimento não é suficiente", reiterando que o que importa é garantir que esse investimento se realiza e chega à economia real.

"A promoção de investimento por si só não garante que este investimento se concretiza. Embora a mobilização de financiamento seja fundamental para colocar um programa de estímulos em prática, é a ação política que deve garantir que esse financiamento chega à economia real", afirmou Maria Luís Albuquerque.

Para a governante, a criação e o acompanhamento deste programa é da responsabilidade das instituições europeias, cabendo aos Estados-membros nacionais "a construção de um ambiente de negócios amigo do investimento".

Maria Luís Albuquerque destacou que "o sentido de emergência diminuiu visivelmente" em Portugal, mas alertou que "a ambição e a determinação não podem esmorecer" e que "ficar para trás não é opção nem para Portugal nem para a Europa", reiterando que o Governo "tem a determinação que se exige" para continuar a implementar as reformas necessárias.

Ao início da tarde, na mesma conferência, o vice-presidente da Comissão Europeia Jyrki Katainen afirmou que Bruxelas espera que Portugal apresente reformas "ambiciosas" para responder às fraquezas económicas que persistem, alertando que "não há margem para complacência".

"No caso de Portugal, a Comissão espera receber reformas nacionais ambiciosas que confirmem a determinação de Portugal para continuar a sua transformação económica e para resolver as fraquezas que ainda tem", afirmou Katainen, acrescentando que "não há espaço para complacência [e que] é preciso continuar com uma política orçamental responsável, que é um pré-requisito para o investimento".