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Marcelo sobre as presidenciais: Rio pode avançar antes das legislativas

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Rui Ochoa

Já em relação à sua eventual candidatura a Belém, Marcelo Rebelo de Sousa foge ao assunto, dizendo que esta "é uma ideia doentia". A paralisação da TAP foi outro dos assuntos comentados este domingo pelo antigo líder do PSD. 

Maria João Bourbon

Mais uma semana, mais um comentário dominical de Marcelo Rebelo de Sousa. E novamente uma pergunta: irá o antigo líder do PSD candidatar-se à presidência? Marcelo preferiu não responder, respondendo apenas que esta é "uma ideia doentia". 

Preferiu, por sua vez, comentar a candadidatura de Sampaio da Nóvoa, reforçando que esta, "embora seja independente", vai ser "apoiada pelo PS", uma vez que "não há um candidato forte da parte do PS". E reforça que não há hipótese do PS não apoiar a sua candidatura: "Não há, ponto final parágrafo". 

Marcelo sublinha ainda que houve "alteração no acordo PSD / CDS", uma vez que a coligação sublinhou esta semana que se compromete a dialogar para apoiar "um candidato comum" às presidenciais de 2016, "preferencialmente após as legislativas" deste ano. O comentador destaca a palavra "preferencialmente", afirmando que a coligação "acha importante ter um candidato presidencial em paralelo, da mesma forma que a esquerda poderá ter". E aponta para Rui Rio, destacando, no entanto, que este terá vantagens se "fizer uma campanha sem estar sistematicamente colado a Passos e a Portas".  

TAP em cima da mesa

Outro dos temas em destaque esta noite foi a paralisação de dez dias da TAP. "Hoje já é possível olhar para esta situação e perceber coisas que só com o tempo se percebe", afirmou esta noite Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI. O comentador da TVI sublinha que existem "pontos de conversação entre o Governo, sindicato e administração". 

Em primeiro lugar, Marcelo destaca o acordo de 1999, sublinhando que esta é "uma luta que, aparentemente, os pilotos já deixaram cair, percebendo que não há contexto. O Governo diz que está disposto a ponderar, mas não pode comprometer-se".  

"Depois, há o fundo de pensões", continua, realçando que neste campo a dificuldade de negociação é maior. "De um lado, há os pilotos e aquilo que acham que são os seus direitos, do outro existe um Governo marcado pela convicção da privatização". Marcelo Rebelo de Sousa garante que o Governo não tem margem para negociação, "porque não tem espaço para o fazer, a não ser que ponha em causa a privatização". E sublinha que o problema da privatização é ter sido "feita à última hora, sem consenso, sem um partido que pode vir a governar dentro de alguns meses", afirmou, referindo-se ao Partido Socialista.  

Já em relação à greve de dez dias dos pilotos da TAP, e olhando para os três primeiros, Marcelo destaca existe "um braço de ferro" entre o sindicato e o Governo, que está a ser ganho pelo último. "O sindicato dos pilotos jogou em força, usando a adesão à greve para tentar questionar a privatização, e o Governo jogou no sentido contrário. E os resultados mostram que o Governo se está a safar melhor", remata.