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Marcelo diz que PS não tem alternativa senão apoiar Sampaio da Nóvoa

Rui Ochôa

No comentário deste domingo na TVI, Marcelo Rebelo de Sousa diz que "um dos problemas da direita é que não está a ver o filme" em relação ao PS e a Sampaio da Nóvoa. O comentador fala ainda das legislativas e da discussão sobre a coligação entre PSD e CDS. "Ter os pés na realidade significa coligação."

Marcelo Rebelo de Sousa disse este domingo na TVI, no seu comentário semanal, que perante o facto de outros possíveis candidatos já terem confirmado que não estão disponíveis, "começa a ficar claro que não há alternativa do PS a um apoio a Sampaio da Nóvoa" na corrida a Belém. 

António Guterres já esclareceu que não será candidato e, para Marcelo, essa decisão não foi uma surpresa. "Porquê [esclarecer] agora? Porventura porque foi uma ajuda a António Costa. Continuando a sombra de Guterres, nem ele avançava, nem deixava avançar ninguém. Assim permite a tomada de posição do partido."

Sem as candidaturas de António Guterres, Jaime Gama e António Vitorino, que eram as primeiras escolhas do PS, segundo Marcelo, "para quê andar à procura de outro quando Sampaio de Nóvoa se vai lançar?".

Marcelo diz que "um dos problemas da direita é que não está a ver o filme". Ou seja, por um lado o PS "não deu ainda apoio, nem negociou nada" em relação ao possível candidato, mas Sampaio da Nóvoa esteve em Vila Franca de Xira convidado pelo PS e Carlos César, presidente do partido, fez-lhe um elogio este domingo. "O PS, no contexto de não ter outro candidato, só se fosse suicida é que avançava com outro nome contra Sampaio da Nóvoa."

Sobre o possível candidato, que ficou de confirmar até ao final do mês de abril se está na corrida a Belém, Marcelo diz que para além do apoio de Mário Soares, "pode vir a ter o apoio de Eanes", que é o "mais abrangente e transversal". E por isso questiona: se Sampaio da Nóvoa tiver o apoio de três antigos Presidentes, juntando Jorge Sampaio, "é um candidato fraco?"

No seu comentário, diz ainda que Sampaio da Nóvoa "introduz uma dinâmica que se vai ver a partir de final de abril e que pode contagiar as legislativas".

Marcelo Rebelo de Sousa defende que focar a atenção nas presidenciais, "no momento em que se devem discutir as legislativas, no fundo beneficia os dois principais partidos". E acrescenta: "Quem governa é o Governo e a escolha do Governo é prioritária". 

Quanto às legislativas, reforça que "há muito tempo que se devia ter avançado para a coligação" entre o PSD e o CDS, mas que no PSD ainda existe a ideia de que o partido poderia concorrer sozinho. 

"O PSD não chega lá sozinho, mas com o CDS fica próximo", diz em relação às sonsagens. "Ter os pés na realidade significa coligação."