Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Marcelo considera que se encaixa no perfil para Presidente definido por Cavaco

  • 333

FOTO António Pedro Ferreira

Ex-líder do PSD afirma ao "Diário Económico" que Cavaco Silva está certo ao considerar que a experiência em política externa é essencial para exercer o cargo em São Bento. Marcelo sublinha que teve a "sorte" de fazer política internacional em momentos decisivos.

Em declarações ao "Económico", Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta segunda-feira que o perfil delineado por Cavaco Silva,  no prefácio dos "Roteiros IX", para o seu sucessor em Belém se aplica a si próprio, mas também a ex-primeiros-ministros como Durão Barroso ou António Guterres.

O antigo líder dos sociais-democratas admitiu que seria uma "limitação" para um Presidente da República não ter experiência em política externa, salientando que teve a "sorte" de fazer política a esse nível em momentos decisivos.

E enumerou alguns desses momentos, como o período de adesão ao euro em 1998, quando efetuou "com António Guterres uma espécie de acordo de regime para viabilizar três orçamentos", a altura em que era primeiro vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE) e ajudou a estabelecer contactos com vista ao alargamento da UE a Leste, assim como o facto de ter sido durante esse cargo que o PSD passou a integrar o PPE, permitindo que Durão Barroso chegasse a líder da Comissão Europeia.

Marcelo, que nunca se assumiu como candidato a Belém, traçou também ao jornal um perfil para o próximo Presidente da República, preenchendo na sua visão ele próprio todos os requisitos. "Tem que dominar o domínio constitucional, conhecer a realidade social e económica, ter sensibilidade e capacidade de diálogo entre as forças socias e políticas. Mas precisa de ter experiência e conhecimentos de política externa. A minha experiência na política diz que é impossível ignorar essa vertente", afirmou.



Também Santana Lopes considerou inserir-se no perfil traçado por Cavaco Silva, lembrando as funções que teve enquanto primeiro-ministro e secretário de Estado da Cultura. Em declarações à Rádio Renascença, o ex-primeiro-ministro social-democrata excluiu Rui Rio e Marcelo Rebelo de Sousa e incluiu António Guterres e António Vitorino na corrida a Belém.

Na obra "Roteiros IX", Cavaco Silva defendeu que o seu sucessor deveria ter alguma experiência no domínio da política externa e formação, capacidade e disponibilidade para analisar os dossiês relevantes para o país.