Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Marcelo acusa Costa de deixar de pedir maioria absoluta

  • 333

"O que me impressiona é o líder do PS ter renunciado à apelar à maioria absoluta para o Partido Socialista, estar a tentar lutar pela vitória tangencial com maioria relativa."

O antigo presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa afirmou na sexta-feira à noite que o líder do PS, António Costa, renunciou ao apelo à maioria absoluta e está a lutar pela "vitória tangencial" nas eleições legislativas.

"O que me impressiona, mesmo como observador, mesmo como comentador, não é tanto o facto de o líder do PS dizer que só no dia 6 de junho é que apresenta o programa eleitoral do governo, o que me impressiona é o líder do PS ter renunciado à apelar à maioria absoluta para o Partido Socialista, estar a tentar lutar pela vitória tangencial com maioria relativa", disse Marcelo Rebelo de Sousa, em Porto de Mós, no distrito de Leiria, na sessão dos 40 anos/homenagem aos militantes do PSD.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que, "se estivesse na posição do líder da oposição", já há muito tempo que fazia "um discurso que apontasse para o Partido Socialista ganhar espaço à esquerda para poder ter maioria absoluta" e "não ficar feliz por ter vários partidos - alguns dos quais ter a sensação de que até gosta que tenham nascido e que existam - a reduzir o seu espaço de manobra".

"É, portanto, uma proposta que nasce manca, é uma proposta que nasce fraca, da parte de um partido que se quer ser uma alternativa duradoura de governo", notando que "o grande jogo em relação a um hipotético cenário de vitória do Partido Socialista é saber com quem é que ele se vai entender, como é que ele vai conseguir governar".

Para o também comentador televisivo, esta "é, logo à partida, uma limitação enorme a quem quer apresentar uma alternativa forte àquilo que está", um Governo de coligação PSD/CDS-PP, "porque o que está defende a continuação da solução governativa estável maioritária para o futuro".

"Quem quer substituir isso deve propor uma solução maioritária, o não acreditar nisso é uma debilidade enorme", acrescentou o professor universitário.Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, nas eleições legislativas o que está em causa é "a escolha entre uma solução estável, uma solução sustentada" e "uma solução minoritária, fraca, de um Partido Socialista rodeado de um conjunto de partidos à sua esquerda - uns maiores e outros menores - e portanto uma solução não duradoura, precária".