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Marcelo acha "inexplicáveis" argumentos da ministra sobre lista VIP

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FOTO RUI OCHÔA

Para o ex-líder do PSD é evidente que um governante não tem como saber tudo que se passa, mas sublinha que neste caso não é "qualquer coisa" que está em jogo."A ministra tem que saber as consequências do acesso ilegal a contas do IRS", diz Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu este domingo que a ministra das Finanças terá que encontrar outros argumentos para explicar a alegada lista VIP de contribuintes, uma vez que os que foram apresentados são "inexplicáveis".



"Dizer que administração pública é autónoma em relação aos governantes políticos e depois o facto de ser impossível um governante no seu Ministério saber tudo o que se passa não serve", afirmou o comentador na TVI.

Para o ex-líder do PSD é evidente que um governante não tem como saber tudo que se passa no seu sector, mas sublinha que neste caso não é qualquer coisa que está em jogo. "Ela tem que saber as consequências do acesso ilegal a contas do IRS. É inexplicável que a ministra que apareceu tardiamente - só duas semanas depois, e a pedido de muitas famílias dizer isso, que só valeria para matérias mais pequenas", sustentou.

Sobre o caso BES, Marcelo lamentou que a auditoria só deva estar concluída no início do próximo ano, ironizando: "Foi avançada a ideia de que seria rápida, agora fala-se em 2016. Isso só acontece porque Portugal é Portugal". 

Para o ex-líder dos sociais democratas é uma "situação que deixa os portugueses perplexos e esvazia a autoridade de quem ordena as auditorias e de quem as realiza."

Ainda sobre o BES, considera que as explicações do vice-primeiro ministro na comissão de inquérito são aceitáveis, mas só em parte. "O que Paulo Portas disse tem toda a lógica. Quando a troika cá estava até maio já desde novembro se falava no caso BES. Não deixa de ter razão, mas curiosamente além da troika também estava cá o Governo", apontou. 



"Jardim afastar-se da política? Impossível"

Em relação ao tema que marca a noite deste domingo - as eleições regionais na Madeira -, Marcelo Rebelo de Sousa aplaudiu a saída da vida política de Alberto João Jardim, dando espaço a um sucessor com uma posição independente face à histórica liderança do Executivo regional.

"Eu que muito critiquei Alberto João Jardim de estar quase apodrecer [na política] ele que acabou voluntária ou involuntariamente por sair - ele disse que voluntariamente - passou por um processo que terminou bem", frisou.



Na opinião de Marcelo, Miguel Albuquerque é um sucessor oposto a Alberto João Jardim, que definiu uma posição independente, opondo-se a ele no último congresso do partido, que teve "um percurso próprio". "Este resultado é otimo para Luís Albuquerque, mas muito bom para o PSD", realçou.

Questionado sobre a possibilidade de Jardim afastar-se da política, Marcelo diz que isso "é impossível. Tal como Mário Soares ou Jorge Sampaio".