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Manuela Ferreira Leite "recusou" convite para presidir ao CES

Luís Marques Mendes garantiu este sábado, no habitual comentário na SIC, que Manuela Ferreira Leite foi convidada para suceder a Silva Peneda no Conselho Económico e Social (CES). Mas recusou.  

"Silva Peneda sai. Ainda não há ninguém escolhido, há apenas quatro nomes", avançou esta noite Luís Marques Mendes, referindo-se à saída de José Silva Peneda da presidência do CES para ir para Bruxelas como conselheiro especial do presidente da Comissão Europeia. E revelou ainda mais. "Mas há uma surpresa. Uma pessoa que foi convidada e que não aceitou: Manuela Ferreira Leite".  

Neste momento, e face a esta primeira recusa, o comentador sublinha que existe uma lista de quatro possíveis nomes para a presidência do CES - uma solução provisória que vigorará até ao final da presente legislatura. Dia 6 é o último dia para ser apresentado um nome para o cargo.  

Nos comentários habituais aos temas quentes da semana, Marques Mendes falou ainda sobre a coligação PSD/CDS para as próximas legislativas, avançado que existirão "uns cinco ou seis independentes nas listas, prioritariamente pessoas da área social, com o objetivo de posicionar a coligação menos à direita e mais ao centro". O antigo líder social-democrata diz ainda que alguns destes independentes poderão vir do "think tank" Cidadania Social, criado recentemente em Portugal.

E adianta que esta semana irão realizar-se duas reuniões para preparar a campanha: uma entre os coordenadores das campanhas, Marco António Costa (PSD) e Mota Soares (CDS), e outra com os presidentes das distritais dos dois partidos.  

BES em destaque. Carlos Costa "é o elo mais fraco"

Esta noite, Marques Mendes apontou o dedo à "hipocrisia" dos deputados e, em particular, do Governo ao longo de todo o processo da crise do BES e da comissão parlamentar de inquérito (CPI). Comparando o relatório preliminar e o final, divulgado esta semana, com as conclusões da CPI ao BES, Marques Mendes não hesita em afirmar que "o relatório final reforçou as críticas ao Banco de Portugal" (BdP). E acrescenta ainda: "Neste momento é fácil bater em Carlos Costa, que é o elo mais fraco". 

Considerando que faz um "julgamento profundamente injusto" sobre o BdP, Marques Mendes garante que o relatório foi realizado pelo Governo e avisa que este, "no final do mandato" de Carlos Costa, não o vai "reconduzir" ao cargo. Acusa assim o Governo de se enconder "atrás do Banco de Portugal, como se não tivesse nada a ver com o assunto. Mas tinha", reforça. "Contribuiu para a solução para a crise do BES e agora, quando a solução é criticada, descarta-se". 

Já em relação aos restantes deputados, o comentador da SIC acusa-os de serem "treinadores de bancada", realçando que, depois "de tudo já ter acontecido no BES", "é fácil" fazer-se "um julgamento severo". "No ano passado, nos meses que antecederam a falência do banco, onde estavam os deputados? Não vi nem um levantar o dedo contra Ricardo Salgado, exigindo mais supervisão", aponta. "Só há duas pessoas que lhe fizeram oposição firme: Ricciardi e Carlos Costa".