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Líder da coligação que combate o Estado Islâmico reuniu-se com o Governo português

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Antigo comandante supremo das forças da NATO, o general John Allen coordena as múltiplas linhas de ação da coligação internacional

YASSER AL-ZAYYAT/AFP/Getty Images

Visita do general norte-americano John Allen a Portugal surge na mesma semana em que o Expresso noticiou a existência de cinco mandados de captura de portugueses que combatem pelo autodenominado Estado Islâmico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, recebeu pelas 12h30 o enviado especial da administração norte-americana para a coligação internacional contra o autodenominado Estado Islâmico (Daesh).

Além de Machete, o general John Allen reuniu no Palácio das Necessidades, em Lisboa, com os ministros da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, da Administração Interna, Anabela Rodrigues, e da Justiça, Paula Teixeira da Cruz.

O encontro deverá ser aproveitado pela representação ministerial para reiterar o apoio de Portugal ao líder da coligação internacional que combate o Daesh e à luta contra todas as formas de terrorismo.

A coligação internacional foi montada no final de 2014 para combater o avanço crescente da influência do Daesh na Síria e no Iraque. Liderada pelo general na reserva general John Allen, integra forças militares de vários países (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Jordânia, Marrocos, Qatar, Arábia Saudita e vários outros) e tem vindo a ganhar algumas posições no terreno.

Ainda recentemente, no último dia de março, foi noticiada a libertação de Tikrit, cidade iraquiana que estava tomada pelos jiadistas desde junho do ano passado.

Cinco jiadistas portugueses com mandados de captura

A visita do líder da coligação que combate o Daesh surge na mesma semana em que o Expresso notíciou a existência de cinco mandados de captura de cinco jiadistas portugueses. Celso e Edgar Rodrigues da Costa, Fábio Poças, Nero Saraiva e um outro jiadista português já têm mandados de captura em seu nome, emitidos pelo Ministério Público, na sequência dos inquéritos que decorrem no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) por factos relacionados com o Daesh.

Uma fonte ligada à investigação garante que os mandados foram emitidos "apenas aos cidadãos com nacionalidade portuguesa", ou seja, aos jiadistas que saíram de Portugal para se alistarem no Daesh. Fora desta lista estão os guerrilheiros que são filhos de emigrantes portugueses e que viviam em França, na Holanda e no Luxemburgo. "Os cidadãos com dupla nacionalidade não se encontram neste 'pacote'. Mas podem ter mandados emitidos pelas autoridades desses países", acrescenta a mesma fonte. 

 

[artigo atualizado às 13h57]