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Juncker "impressionado" com iniciativa energética de Portugal, Espanha e França

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"Estou impressionado pelo facto de os três governos terem estabelecido um grupo de trabalho que seguirá a aplicação das medidas que tomámos em Madrid (...) para pôr termo a elementos irracionais na nossa paisagem energética", deisse Juncker perante os eurodeputados HEADSHOT)

Vincent Kessler/Reuters

Presidente da Comissão Europeia aponta o trabalho conjunto dos três países como um bom exemplo de uma ação concreta para pôr termo a "elementos irracionais" no atual panorama energético da União.

O presidente da Comissão Europeia afirma-se "impressionado" com a iniciativa dos governos português, espanhol e francês no sentido de garantir um reforço das interligações de eletricidade, para por fim ao isolamento da Península Ibérica em termos energéticos.



Num debate realizado esta manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre a próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (a 19 e 20 de março), cuja agenda será dedicada, entre outros temas, à criação da "União da Energia", Jean-Claude Juncker apontou a reunião realizada na semana passada em Madrid, na qual participou, como um bom exemplo de uma ação concreta para pôr termo a "elementos irracionais" no atual panorama energético da União Europeia.



"No Conselho Europeu de 2002 em Barcelona, ao qual assisti como primeiro-ministro do meu país [Luxemburgo], acordámos um objetivo de interligações de 10%. Estamos longe [desse objetivo], mas, com as decisões que tomámos em Madrid, aproximar-nos-emos", disse Juncker, observando que atualmente a Península Ibérica é, de facto, "uma verdadeira ilha em termos de aprovisionamento energético".



Na reunião de Madrid celebrada a 4 de março, o primeiro-ministro Passos Coelho, o chefe de governo espanhol Mariano Rajoy e o Presidente francês François Hollande assinaram uma declaração conjunta na qual se comprometem a trabalhar para que a Península Ibérica deixe de ser uma "ilha do ponto de vista energético", com um mecanismo de monitorização que assegure o cumprimento da meta de 10% até 2020.



"Estou impressionado pelo facto de os três governos envolvidos terem estabelecido um grupo de trabalho que seguirá a aplicação das medidas que tomámos em Madrid. Se o tivéssemos feito em 2002, não teríamos que o fazer agora. Trata-se de agir de forma concreta. Foi o que fizemos em Madrid, há uma semana, e é o que devemos fazer para pôr termo a elementos irracionais na nossa paisagem energética", declarou Juncker perante os eurodeputados.