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Juncker acusa Portugal e Espanha de terem sido "muito exigentes com a Grécia"

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"Há vários países mais severos do que a Alemanha: Holanda, Finlândia, Eslováquia, os Bálticos, Áustria", diz Juncker

Olivier Hoslet/EPA

Em entrevista ao "El País", o presidente da Comissão Europeia reagiu assim quando questionado pelo jornal espanhol sobre se o tradicional eixo franco-alemão é uma coisa do passado ou se o poderio da Alemanha é uma realidade na Europa.

Jean-Claude Juncker acusa Portugal e Espanha de terem sido muito exigentes com a Grécia nas últimas semanas, numa entrevista ao jornal espanhol "El País". "A Grécia é um exemplo de que essa impressão sobre a Alemanha liderar a Europa com mão de ferro não corresponde à realidade. Há vários países mais severos do que a Alemanha: Holanda, Finlândia, Eslováquia, os Bálticos, Áustria", diz.



O presidente da Comissão Europeia declarou que "nas últimas semanas, Espanha e Portugal têm sido muito exigentes em relação à Grécia", quando questionado pelo jornal sobre se o tradicional eixo franco-alemão é uma coisa do passado ou se o poderio da Alemanha é uma realidade na Europa.



Ainda sobre a Grécia, Juncker refere que Alexis "Tsipras deu um passo fundamental, pois começou a assumir as suas responsabilidades. Entretanto, tem um problema, já que terá ainda de explicar que certas promessas, com as quais ganhou as eleições, não serão realizadas".



Juncker afirma que o primeiro-ministro grego "fez as perguntas certas", mas que "nunca deu as respostas". "As eleições não mudam os tratados: é claro que a crise pode ser considerada de outra maneira. Podemos mostrar maior flexibilidade, mas a vitória de Tsipras não dá o direito de mudar tudo", indica.



Referindo-se ao partido grego Syriza, mas também ao seu aliado espanhol Podemos, Juncker diz que este "tipo de novo partido, muitas vezes, analisa a situação de forma realista e enfatizando com precisão os enormes desafios sociais".



Entretanto, passadas as eleições, estes partidos são incapazes de manter as promessas, de transformar os seus programas em realidade, de acordo com o presidente da Comissão Europeia. "As propostas destes partidos não são compatíveis com as regras europeias. Elas conduzem a uma situação de bloqueio total", conclui.