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Jerónimo fala em "dois pesos e duas medidas", BE e Verdes pedem demissão de Passos

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"Já estou aqui há 30 anos e estes gritinhos não me impressionam", disse Jerónimo de Sousa dirigindo-se a Passos Coelho, enquanto uma deputada do PSD tecia qualquer comentário antes de abandonar o hemiciclo

Manuel de Almeida/Lusa

Jerónimo de Sousa considera que as dívidas de Passos Coelho constituem um "problema ético e político". "Se não se soubesse, o primeiro-ministro vivia muito bem com isso e isso é inaceitável", afirmou por sua vez a bloquista Catarina Martins.

O líder comunista Jerónimo de Sousa defendeu esta tarde que as dívidas fiscais e à Segurança Social do primeiro-ministro são um "problema ético e político", acusando o Governo de ter "dois pesos e duas medidas". 

"Esta questão que envolve o primeiro-ministro é um problema ético e político que foi desmentido. É com indignação que o PCP vê que há dois pesos e duas medidas", declarou o líder comunista.

"Já estou aqui há 30 anos e estes gritinhos não me impressionam", disse Jerónimo de Sousa, enquanto continuava a fazer uma intervenção no Parlamento e uma deputada do PSD tecia qualquer comentário antes de abandonar o hemiciclo.

O líder do PCP lamentou ainda que o Executivo, com as suas políticas, continue a privilegiar os mais favorecidos, questão que o primeiro-ministro recusou. Passos invocou as contribuições especiais que abrangem justamente os que têm rendimentos mais elevados, dando ainda como exemplo as contribuições extraordinárias na eletricidade, banca e IRC.



Já a deputada do BE, Catarina Martins, criticou os argumentos do primeiro-ministro de "falta de dinheiro" e "distração" para justificar as suas dívidas fiscais. "Se não se soubesse, o PM vivia muito bem com isso e isso é inaceitável", afirmou Catarina. 

A deputada do Bloco de Esquerda apelou ainda à demissão do governante. "O senhor não entende que está descrediibilizado, entende que tem condições para se manter enquanto primeiro-ministro?", questionou.

Em resposta, Passos Coelho disse perentório: "Gosto de pagar o que devo".

Finalmente, a deputada dos Verdes, Heloísa Apolónia, acusou o primeiro-ministro de ter "enfernizado" a vida financeira do país e dirigiu-lhe uma pergunta: "O não pagamento das dívidas por parte dos outros é estranho, enquanto para o primeiro-ministro é uma forma de não favorecimento pessoal?", questionou.