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Jardim. "Lamenta-se que o Governo da República não tenha força para meter a TAP e a televisão na ordem"

Líder madeirense tem reparos a fazer "a um governo que se mostra tão forte com os fracos". Quanto à TAP, onde haverá greve entre o Natal e o ano novo, defende a requisição civil.

Não foi preciso sequer um minuto: em 57 segundos, Alberto João Jardim aborda a RTP, exprime-se sobre a TAP e desenvolve conceitos de Direito (ele diz a dada altura que não queria estar ali a dar aulas de Direito aos jornalistas, mas cedeu sucintamente à tentação). Aconteceu esta quinta-feira.

Sobre a TAP, que vai ter greve durantes as festas natalícias (27, 28, 29 e 30 de dezembro): "A greve da TAP é uma vergonha". Mais: "É uma irresponsabilidade". E Jardim tem (pelo menos) uma queixa: "Lamenta-se que um Governo da República que se mostra tão forte com os fracos não tenha força para meter a TAP na ordem, nem tenha força para meter a televisão na ordem e ande apenas preocupado com a Madeira".

Ainda sobre a transportadora aérea portuguesa. "Eu defendo a requisição civil da TAP. O direito à greve é constitucional, mas não é um direito absoluto."

Depois, a aula de Direito (que Jardim não queria dar, mas que proporcionou em formato resumido). "Não quero entrar aqui em aulas de Direito. O direito absoluto é o direito à vida, o direito à subsistência, o direito à liberdade de expressão. O direito à greve não é um direito absoluto: subordina-se ao bem comum - e a interpretação do bem comum compete aos governos fazê-la, sujeitando-se depois ao juízo soberano do eleitorado."