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Política

Jardim deixa cargo sem "grandes recordações" do PSD

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Alberto João Jardim, presidente cessante do Governo regional da Madeira, a votar nas legislativas regionais esta manhã

Homem de Gouveia / Lusa

"Menos pesado" e "menos preocupado". É assim que Alberto João Jardim diz sentir-se este domingo, na hora de votar para as legislativas regionais na Madeira. Depois de quase 40 anos à frente do Governo regional, diz não levar "grandes recordações" do PSD, por causa de Lisboa. 

O presidente cessante do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, votou hoje de manhã no Funchal para as legislativas regionais, afirmando que deixa o cargo sem "grandes recordações" do PSD e com "saudade das coisas boas".

Alberto João Jardim esteve cerca das 10h30 na secção de voto F, na Escola Francisco Franco, onde disse aos jornalistas que, ao não fazer parte de uma candidatura, se vota "com um ar muito menos pesado, muito menos preocupado".

"É o final de toda a minha intervenção na vida política como militante partidário, embora não leve grandes recordações do PSD, principalmente por causa do PSD de Lisboa", afirmou, sublinhando, tal como tinha já feito na sexta-feira, que o processo de marcação de eleições antecipadas tem a sua "marca". 

"A gente sente sempre saudades das coisas boas e sente um alívio por deixar as coisas más", acrescentou.Sobre o novo ciclo político de que tinha também já falado, depois dos seus quase 40 anos à frente do Governo Regional, o social-democrata afirmou não querer fazer vaticínios para os próximos quatro anos: "Vamos lá ver como é que eles correm. Se correrem bem, dentro de uma linha de reforço da autonomia e fora das amarras coloniais, obviamente terá todo o meu apoio".