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Governo considera "infelizes" declarações de Juncker. "Nunca a dignidade dos portugueses foi beliscada"

FOTO RICARDO CASTELO / LUSA

Presidente da Comissão Europeia afirmou que a troika "pecou contra a dignidade" de portugueses, gregos e também irlandeses. Marques Guedes reagiu após o conselho de ministros.

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares classificou esta quinta-feira as declarações da véspera do presidente da Comissão Europeia como infelizes, garantindo que a dignidade de Portugal "nunca foi beliscada" pela 'troika'.

"Acho, manifestamente, que é uma declaração bastante infeliz do presidente da Comissão Europeia, porque nunca a dignidade de Portugal nem dos portugueses foi beliscada, pela 'troika' ou qualquer das suas instituições. Só posso classificá-la como declaração infeliz", afirmou Marques Guedes, na conferência de imprensa após o conselho de ministros, em Lisboa.

O luxemburguês Jean-Claude Juncker afirmara quarta-feira que a 'troika' "pecou contra a dignidade" de portugueses, gregos e também irlandeses, reiterando que é preciso rever o modelo e não repetir os mesmos erros.

"Pecámos contra a dignidade dos cidadãos na Grécia, Portugal e muitas vezes na Irlanda também", disse Juncker perante o Comité Económico e Social, admitindo que a afirmação pode parecer "estúpida" dita pelo ex-presidente do Eurogrupo.

"O programa da 'troika', imposto nomeadamente a Portugal, é um programa bastante duro, cuja dureza tinha a ver com a situação extremamente difícil em que o país se encontrava. É conhecido que Portugal conseguiu, através da credibilidade e confiança que granjeou, ir fazendo correções ao próprio programa, em termos de metas e objetivos", referiu o responsável governamental português.

Para Marques Guedes, as metas e objetivos "eram manifestamente desajustados porque tinham sido mal negociados de início". "Cumprimos e Portugal conseguiu sair da situação difícil e merecer a confiança dos parceiros europeus."