Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Governo admite requisição civil na TAP

FOTO LUÍS BARRA

Se negociações falharem com os sindicatos, Executivo pondera impor a medida para assegurar voos no final do ano.

O Governo admite recorrer à figura da requisição civil na TAP, caso as negociações com os sindicatos não garantam a desconvocação da greve, marcada para o final do ano. Segundo o Expresso apurou junto de fontes governamentais, o cenário mais extremo - requisição civil - está mesmo em cima da mesa se as negociações iniciadas esta sexta-feira, e que continuam na segunda-feira, não resultarem no cancelamento da paralização.

Esta sexta, no final da reunião ocorrida no Ministério da Economia, o ministro António Pires de Lima deixou o aviso, ao garantir que "o Governo  não deixará de tomar medidas para que o interesse das famílias e dos portugueses possam ser protegidos".

"O ministério da Economia abriu a possibilidade, mediante cancelamento da greve, de se constituir um grupo de trabalho que procure trabalhar os pontos de preocupação dos trabalhadores da TAP", afirmou António Pires de Lima, à saída da reunião com a plataforma sindical da transportadora aérea.

"Na segunda-feira ficámos de ter uma resposta por parte da plataforma sindical da TAP quanto à proposta que deixámos", acrescentou o ministro.

Passos Coelho também já falou sobre a polémica. O primeiro-ministro defendeu esta sexta-feira no Parlamento que há dois caminhos para a recapitalização da TAP: a cisão em duas empresas, com o consequente despedimento coletivo, ou a privatização.

Na quarta-feira, a plataforma sindical da TAP, que reúne 12 sindicatos, anunciou a realização de uma greve depois do Natal e antes do Ano Novo, entre os dias 27 e 30 de dezembro, em protesto contra a privatização da empresa.

"Os sindicatos subscritores decidiram desencadear todas as ações necessárias e suficientes, com destaque para uma ação industrial contínua e coordenada para os próximos dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro, para sensibilizar o Governo para a necessidade de travar o processo de privatização, oportunamente e nos termos anunciados", referia um comunicado da plataforma sindical.