Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Garantia de Montenegro: Passos vai responder às questões sobre as dívidas à Segurança Social

  • 333

FOTO JOÃO COELHO / LUSA

Líder da bancada parlamentar dos sociais-democratas diz que Passos Coelho responderá a todas as questões do PS e afirma que o PSD está interessado em que a situação contributiva do primeiro-ministro seja esclarecida. E nega a existência de quaisquer favorecimentos fiscais a Passos.

De acordo com o líder da bancada parlamentar dos sociais-democratas, o PSD pretende esclarecer de uma vez por todas o caso das dívidas à Segurança Social que envolve Passos Coelho. "Nós até queremos que essa questão se esclareça. O primeiro-ministro vai responder a essas questões", afirmou Luís Montenegro no Parlamento, esta quinta-feira. "Desafio agora o PS a pegar nas nove questões [que pretendia fazer] e que as envie ao primeiro-ministro, que não deixará de dar resposta."

O líder parlamentar do PSD desafiou o PS a colocar diretamente ao primeiro-ministro as nove questões sobre a sua situação contributiva, propostas num requerimento enviado na terça-feira pela bancada socialista à comissão Parlamentar de Segurança Social.

"Não sei se percebi mal a intervenção do [deputado] João Oliveira, mas se acaso queria lançar aqui alguma suspeição de que tenha havido qualquer favorecimento do primeiro-ministro por parte da administração [pública], devo dizer que o primeiro-ministro não teve   qualquer tipo de favorecimento, quer da dívida da administração, quer das dívidas fiscais", afirmou Luís Montenegro no Parlamento.  

No requerimento do PS enviado à comissão Parlamentar de Segurança Social para questionar o primeiro-ministro sobre a sua situação contributiva estavam incluídas nove questões, nomeadamente o motivo pelo qual não terá procedido ao pagamento de juros entre 2012 e 2015, "uma vez que terá pago em fevereiro de 2015 o montante total de dívida apurado até 2012".

O líder parlamentar social-democrata dirigiu-se ainda aos partidos da oposição garantindo que o país está hoje numa situação melhor do que há quatro anos, em referência à declaração de António Costa perante uma plateia de investidores chineses, que foi alvo de polémica.

Montenegro: "O país está de facto muito melhor do que em 2011 e em 2016 estará muito melhor do que em 2015".