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Ferro Rodrigues. Sócrates "ficou indignado" por Passos violar "a presunção de inocência"

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FOTO JOSÉ VENTURA

Em causa está o facto de o atual primeiro-ministro ter dito que "nunca" usou "o lugar para enriquecer", frase entendida como uma referência indireta a José Sócrates.

O líder parlamentar do PS afirmou esta quinta-feira que interpreta as acusações do ex-primeiro-ministro José Sócrates ao atual chefe de Governo, Passos Coelho, como próprias de alguém indignado com a violação do seu direito à presunção de inocência.

Depois de salientar que falava aos jornalistas a título pessoal, já que o tema não tinha sido objeto de análise na reunião da bancada socialista, Ferro Rodrigues referiu-se à carta de José Sócrates publicada pelo Diário de Notícias e Jornal de Notícias (e transmitida pela TSF), em que acusa Pedro Passos Coelho de lhe ter feito "um cobarde ataque pessoal" e de estar "próximo da miséria moral". Em causa estão ESTAS declarações do atual primeiro-ministro.

Ferro Rodrigues disse interpretar a carta de José Sócrates como sendo própria de "alguém que vive uma situação muito difícil e muito grave".

"[José Sócrates] ficou indignado com o facto de o primeiro-ministro ter violado um direito constitucional que tem, que é o da presunção de inocência", declarou Ferro Rodrigues.

No final da reunião da bancada socialista, Ferro Rodrigues também se pronunciou a título pessoal sobre um episódio ocorrido entre o secretário-geral do PS, António Costa, e uma jornalista da SIC no Parque das Nações, em Lisboa, que o interpelara sobre as declarações proferidas na terça-feira por Passos Coelho no final das Jornadas Parlamentares do PSD.

Ferro Rodrigues afirmou compreender a reação que teve nessa ocasião António Costa e criticou hipotéticas "esperas" feitas por jornalistas.

"O dr. António Costa faz bem em querer que haja regras para a interpelação dos jornalistas. Não pode aparecer uma pessoa atrás de um carro", respondeu.

Na relação entre políticos e jornalistas, o líder da bancada socialista referiu que "há a possibilidade de marcar entrevistas e de ter assessores de imprensa com quem se podem combinar as questões e os momentos".

"Não me parece que seja muito correto fazer esperas", acrescentou o ex-ministro socialista.