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Ferro Rodrigues. "Passos fez mal em não ter pedido desculpa a Portugal"

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Ferro Rodrigues defendeu que a questão das "falhas" do primeiro-ministro, recentemente tornadas públicas, não são um problema pessoal, mas um "problema político"

Marcos Borga

Líder parlamentar socialista considera que a questão das dívidas fiscais e à Segurança Social do primeiro-ministro não são um problema pessoal, mas um "problema político".

Ferro Rodrigues defendeu esta tarde no Parlamento que o primeiro-ministro deve um pedido de desculpas aos portugueses devido às suas dívidas fiscais e à Segurança Social.

"O primeiro-ministro fez bem em abordar os assuntos sobre o seu passado, mas fez mal em não ter pedido desculpa a Portugal, aos eleitores e aos portugueses", declarou o líder parlamentar do PS na sua primeira intervenção, logo após o lançamento do debate quinzenal por parte de Passos Coelho.

Ferro considera que a questão das "falhas" do primeiro-ministro, recentemente tornadas públicas, não são um problema pessoal, mas um "problema político", enumerando cinco razões.

"Em 2012, quando já era primeiro-ministro tomou conhecimento que tinha dívidas à Segurança Social,mas não procedeu imediatamente ao pagamento. Foi preciso 2015 e mais uma pressão de um jornalista para regularizar a situação. Por isso, esta questão é política, porque o atinge enquanto primeiro-ministro e não quando era somente trabalhador independente" , declarou.

Em segundo lugar, para o o líder dos parlamentares socialistas, Passos foi incoerente em algumas das suas explicações, e em terceiro, os "amigos e apoiantes", agravaram a situação. "Com amigos desses, diria que não é preciso ter adversários", ironizou ferro Rodrigues, referindo-se às explicações do ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança, Pedro Mota Soares.

Depois, "o PR ao dizer que já cheirava a campanha eleitoral, também atuou mal e só desajudou o primeiro-ministro, Cavaco Silva, que foi a pessoa após o 25 de Abril com mais campanhas eleitorais".

Além disso, sublinha Ferro Rodrigues,"há a questão levantada pelo anterior moralismo do primeiro-ministro, "pois já não estamos agora perante o Passos Coelho do rigor, do abandono da zona de conforto, do custe o que custar, ou da cobrança coerciva de impostos. O que diz o primeiro-ministro hoje ao Pedro Passos Coelho de há dois anos?", questionou.

O dirigente socialista criticou ainda o facto de o primeiro-ministro ter mantido dívidas entre 2013 e 2014 - depois de ter tomado conhecimento das mesmas e de não as ter regularizado - numa altura em que 700 mil trabalhadores independentes cumpriam as suas obrigaçõess e em que o país empobreceu, acusando o governante de ser o principal responsável por esse empobrecimento.