Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Ferro Rodrigues acusa Governo de "insanidade política"

  • 333

O Governo está a preparar um "novo programa de agressão aos pensionistas. Disso, não temos a menor dúvida", insistiu Ferro Rodrigues dirigindo-se a Passos Coelho

Marcos Borga

"O Governo está a preparar um novo programa de agressão aos pensionistas. Disso, não temos a menor dúvida", afirmou o líder parlamentar do PS no debate quinzenal parlamentar.

O líder parlamentar do PS, Ferro Rodrigues, acusou esta manhã o Governo de fazer "propaganda", sustentando que se mantêm a generalidade dos cortes, segundo o Programa de Estabilidade e o Plano Nacional de Reformas.



"Até agora só sabemos o que o Governo, pelos vistos, considera que parece mais positivo. Então se isto é o mais positivo, imagino o que é o mais negativo e que não está à vista?", questionou Ferro Rodrigues, defendendo que o Executivo tem uma "série de obsessões" como as pensões.



O Governo está a preparar um "novo programa de agressão aos pensionistas. Disso, não temos a menor dúvida", insistiu.

Relativamente aos cortes das pensões, Ferro Rodrigues defendeu que não faz sentido o Executivo insistir com uma medida que o Tribunal Constitucional já chumbou. "Há uma certa insanidade política e social neste programa. O Governo perdeu o norte. Já não havia corte na TSU e agora há corte, antes o Estado tinha os cofres cheios e agora haverá cortes nas pensões", acrescentou.

Garantindo que o PS constitui uma alternativa ao Governo cujos "amanhãs que contam no défice só se sentem em 2019", Ferro Rodrigues defendeu que o próximo ano não será o "fim do princípio de austeridade", mas que caso o próximo Executivo seja socialista haverá o "fim da austeridade como princípio".

O líder da bancada do PS aproveitou também para trazer ao debate a situação das urgências hospitalares, na sequência de uma recente reportagem televisiva, pedindo explicações ao Executivo.



"Não podemos fingir que não vemos nada. A situação que é demonstrada em 15 urgências de todo o país é de pavorosa indignidade - isto fora do inverno e fora do pico de gripe. Há falta de médicos, falta de enfermeiros, desespero dos profissionais e excesso de trabalho, com macas espalhadas pelos corredores para centenas de pessoas, além de situações de falta de higiene e de falta de meios materiais essenciais. ", disse Ferro Rodrigues



Em resposta, Passos Coelho disse lamentar que se traga para o debate uma reportagem televisiva, afirmando ainda que as eleições de 2009 não foram "assim há tanto tempo", aludindo à estratégia do PS. "Não vou fazer referência aos amanhãs que contam porque eles nunca andaram por aqui. Insanidade política e social era conduzir o país à bancarrota", afirmou o primeiro-ministro, reiterando que todas as medidas tomadas pelo Executivo estão a ser retiradas de forma progressiva.