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Política

Eleições são "da máxima responsabilidade", diz Seguro

O secretário-geral do partido socialista esteve reunido com simpatizantes e militantes do partido em Coimbra e em Celorico da Beira

Paulo Novais/Lusa

António José Seguro defendeu ainda a aplicação de um plano de desenvolvimento para o interior do país.

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse num encontro com simpatizantes e militantes do partido, no sábado, em Celorico da Beira, que as eleições primárias para o partido, marcadas para o dia 28 de setembro, são "da maior responsabilidade".    

"A próxima eleição do dia 28 de setembro não se trata de escolher quem vai para o poder. Trata-se de escolher quem é que nós queremos a governar Portugal, quem é que nós queremos a ter confiança nesse primeiro-ministro, que não diz uma coisa antes das eleições - como o atual primeiro-ministro - e depois de ganhar os votos dos portugueses faz outra completamente diferente quando chega ao poder", afirmou.

Segundo o líder socialista, a confiança "é fundamental" para o próximo Governo porque "só a confiança é que pode gerar a mudança e a esperança" junto dos portugueses.

Na sua intervenção disse que "uma coisa é a divergência, a diferença, a oposição democrática, o que é normal, outra coisa é enganar os portugueses".

"Isto é inaceitável e é isto que conduz à desilusão, ao desencantamento e ao afastamento que muitos portugueses têm em relação à política", afirmou.

 

Mais desenvolvimento para o interior 

O secretário-geral do PS defendeu ainda a aplicação de um plano de desenvolvimento para o interior, financiado com fundos comunitários "com o objetivo de atrair investimento" e "atrair empresas" para criação de "emprego e de oportunidades de trabalho".

Também disse que "é necessário que o Estado não abandone o interior" e "não encerre mais serviços" que são "indispensáveis" para as populações.

No seu discurso criticou a reorganização administrativa que o Governo "impôs" e garantiu que quando estiver no Governo alterará o que estiver mal.   

"E onde houver resposta de que [as extinções de freguesias] correram mal, então nós reorganizaremos novamente de modo a que isso corresponda à vontade das populações e a uma melhoria da qualidade da prestação de serviço a essas mesmas populações", prometeu.   

Aludiu também ao encerramento de tribunais e disse que "uma coisa é viver no interior e conhecer as dificuldades, outra coisa é olhar para o interior a partir das alcatifas de Lisboa".