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Cravinho diz que candidatura de Nóvoa suscitará "reflexão" mas ainda é cedo

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"A grande batalha do PS agora é realmente preparar-se, combater, difundir, procurar mobilizar para as legislativas."

O antigo ministro do Equipamento João Cravinho (PS) defendeu esta quinta-feira que uma eventual candidatura de Sampaio da Nóvoa a Belém suscita "uma reflexão", apontando para um problema de conciliação entre a mobilização para as legislativas e candidaturas presidenciais.

 

À margem de uma conferência na Fundação Mário Soares, o antigo ministro de António Guterres afirmou que ainda não é o momento de concluir a reflexão em torno de uma candidatura do antigo reitor da Universidade de Lisboa Sampaio da Nóvoa, sublinhando que ainda nem é candidato.

 

"É óbvio que há um problema eventual perante uma candidatura de Sampaio da Nóvoa, como de outra que possa aparecer com peso, de conciliação da salvaguarda de um debate profundo, de uma mobilização do país para as legislativas", afirmou aos jornalistas, que o questionaram sobre se tal candidatura colocaria um problema ao PS.

 

Cravinho argumentou que "a grande batalha do PS agora é realmente preparar-se, combater, difundir, procurar mobilizar para as legislativas" e que, por isso, "existe uma conciliação necessária, mas difícil entre uma candidatura para as presidenciais e todo o processo de mobilização para as legislativas".

 

"É uma questão a examinar, com certeza. Uma candidatura do professor Sampaio da Nóvoa suscita em vários quadrantes, em vários centros de responsabilidade, inclusivamente centros de responsabilidade partidária, uma reflexão", disse, quando instado pelos jornalistas a pronunciar-se sobre a eventual entrada na corrida a Belém do ex-reitor.

 

"Essa reflexão, neste momento, é natural que já haja muita gente que a vá fazendo, porque estas coisas vão-se fazendo com o tempo, mas o tempo de concluir não é este, de maneira nenhuma, porque nem sequer há candidatura", acrescentou.

 

Sobre Sampaio da Nóvoa, Cravinho disse conhecer "o cidadão", embora "não com muita profundidade", referindo que tudo quanto viu dele o faz ter-lhe "muita consideração".

 

"Acho que é um cidadão empenhado, convicto, e que é uma pessoa que pensa os nossos problemas, sem dúvida nenhuma. Agora a candidatura: primeiro, ele ainda não é candidato - está a considerar; segundo, quando a candidatura dele aparecer, é evidente tem que ser equacionada", declarou.

 

João Cravinho disse que "as candidaturas são individuais, mas têm que ser pensadas no contexto da situação política concreta que o país vive".