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Costa sobre Sampaio da Nóvoa: "O PS não se pronuncia em abstrato sobre candidatos"

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FOTO ANDRÉS KOSTERS / LUSA

Para já, não há apoio do PS a Sampaio da Nóvoa - até porque, diz o líder socialista, não há candidatura para apoiar.

Expresso com Lusa

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou esta segunda-feira que o partido se pronunciará "no momento próprio" sobre candidatos às eleições presidenciais, recusando-se a falar "em abstrato" sobre possíveis candidaturas, como a de Sampaio da Nóvoa.

 

"O PS não se pronuncia antecipadamente nem em abstrato sobre candidatos. Pronunciar-nos-emos no momento próprio, quando houver candidaturas", disse António Costa, que falava aos jornalistas no Instituto Superior Técnico, após a apresentação do projeto de reconversão da antiga gare do Arco do Cego num centro académico.

 

De acordo com o socialista, a prioridade do partido é "preparar as eleições legislativas", nas quais é candidato a primeiro-ministro.

 

"Quanto às eleições presidenciais, em primeiro lugar é uma decisão dos próprios. E em função [...] das candidaturas que surgirem, o PS no momento próprio tomará as suas decisões", frisou António Costa.

Na sexta-feira, a manchete do Expresso explicava que Sampaio da Nóvoa, o antigo reitor da Universidade de Lisboa, deverá anunciar a sua candidatura à Presidência da República dentro dos próximos quinze dias. Mário Soares é o primeiro a assumir publicamente que está ao lado de Sampaio da Nóvoa.

No dia seguinte, em entrevista publicada no "Jornal de Notícias", Sampaio da Nóvoa defendia que "não é sério dizermos que somos candidatos em outubro para umas eleições que acontecem dois meses depois". "Tenho assistido com algum desconforto ao turbilhão das últimas semanas", dizia ao "Jornal de Notícias". "Tem havido banalização, até uma certa ridicularização, de um momento que é decisivo para os portugueses."

Ainda no sábado, Luís Marques Mendes afirmou que a possível candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República pode gerar "algumas divisões dentro do PS". Ou seja, "da parte mais moderada" do Partido Socialista, porque "Sampaio da Nóvoa é claramente mais à esquerda". O antigo líder do PSD avança ainda que, se esta candidatura se confirmar, não resta espaço para "a candidatura mais ou menos anunciada de Carvalho da Silva". 

Enquanto à esquerda se discute Sampaio da Nóvoa, à direita lançou-se o nome de Paulo Portas